A Divisão Educativa desenvolve projetos e eventos dirigidos aos alunos e professores das redes pública e particular e agenda as visitas de grupos escolares, através dos telefones (0xx21) 550.9260 ou 550.9261.
"ESPAÇO MUSEU-CONSTRUÇÃO DO SABER"
Programa oferecido aos professores e guias de turismo, tendo como principal objetivo discutir os conceitos de: museu, objeto museológico e ação educativa e museus, fornecendo subsídios para dinamizar as visitas ao Museu Histórico Nacional. É realizado de março à novembro, sempre na primeira 3ª feira do mês com duração de 4 horas. Neste encontro é fornecido material informativo para preparação da visita e é realizada uma visita guiada de apresentação ao circuito do Museu.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
quinta-feira, 29 de maio de 2008
UNASUL - O QUE É?
23 de maio, 2008 - 16h59 GMT (13h59 Brasília)BBC Brasil.com
Márcia Carmo
O que é a Unasul
Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feria, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.
Como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos:
A Unasul (União das Nações Sul-americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região. Por suas riquezas naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.
Como a Unasul nasceu?
A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru. O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela. O nome Unasul – Unasur para os países de língua espanhola - surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.
Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?
Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região. Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.
O que se define em Brasília?
A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional. Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas. Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.
O que mais é discutido em Brasília?
Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia. A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.
Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?
Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenhuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo. A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.
Qual o tamanho da Unasul?
Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e, de acordo com dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), tinham um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões em 2006. Ainda de acordo a Cepal, só o PIB do Brasil era de US$ 1,06 trilhão em 2006. Segundo dados mais atualizados, o PIB do Brasil é de US$ 1,3 trilhão, o oitavo do mundo. Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo.
Quais são os desafios da Unasul?
Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul. O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social. Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da "união dos povos". Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Chile – ainda não foi resolvido. Questões bilaterais – ou trilaterais – também estão na lista de desafios da região. Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reivindica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico. Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.
Quais são os próximos passos?
No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile. Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados. Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.
URL: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_qaunasul_ed_mp.shtml
LEIA NOTÍCIAS RELACIONADAS: Com Unasul, América do Sul tenta aprofundar integração 23 maio, 2008 | BBC Reporthttp://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_unasul_abrerg.shtml Projeto de Conselho Sul-Americano de Defesa pode sair em 3 meses, diz Bachelet http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_unasul_bacheletdefesarg.shtml Colômbia diz que ficará fora de Conselho de Defesa Sul-americano 22 maio, 2008 | BBC Reporthttp://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080521_conselhodefesa_cj_ac.shtml O Gigante VizinhoA relação do Brasil com os outros países da América do Sul. http://www.bbc.co.uk/portuguese/southamerica/index.shtml
Márcia Carmo
O que é a Unasul
Presidentes e representantes dos 12 países da América do Sul assinaram em Brasília, nesta sexta-feria, o tratado de criação da União das Nações Sul-americanas, a Unasul.
Como o grupo surgiu e quais são seus principais objetivos:
A Unasul (União das Nações Sul-americanas) reúne os doze países da América do Sul e visa aprofundar a integração da região. Por suas riquezas naturais, a América do Sul é importante internacionalmente como um dos principais centros produtores de energia e de alimentos do planeta. Chile e Peru são ainda dois dos principais endereços da indústria mineradora no mundo.
Como a Unasul nasceu?
A iniciativa da criação de um órgão nos moldes da Unasul foi apresentada, oficialmente, numa reunião regional, em 2004, em Cusco, no Peru. O projeto recebeu o nome de Casa (Comunidade Sul-Americana de Nações), mas o nome foi modificado para Unasul durante a Primeira Reunião Energética da América do Sul, realizada no ano passado na Venezuela. O nome Unasul – Unasur para os países de língua espanhola - surgiu depois de críticas do presidente venezuelano Hugo Chávez ao que ele chamou de lentidão da integração.
Quais serão os principais objetivos deste novo organismo?
Os principais objetivos serão a coordenação política, econômica e social da região. Com a Unasul, espera-se avançar na integração física, energética, de telecomunicações e ainda nas áreas de ciência e de educação, além da adoção de mecanismos financeiros conjuntos.
O que se define em Brasília?
A partir desta reunião, a Unasul passa a ter personalidade política própria e, na prática, passará a ser um organismo internacional. Ou seja, não se limitará mais a um fórum de debates, mas incluirá a possibilidade de serem adotadas medidas conjuntas. Os presidentes assinam esta formalização nesta sexta-feira, mas para que Unasul comece a funcionar como organismo internacional o texto ainda precisa ser ratificado pelos congressos de nove dos doze países.
O que mais é discutido em Brasília?
Os líderes regionais estão discutindo também a criação do Conselho de Defesa da América do Sul. A idéia foi apresentada oficialmente pelo Brasil, mas é rejeitada pela Colômbia. A iniciativa ganhou força no início deste ano, depois da crise envolvendo Venezuela, Colômbia e Equador, provocada por uma ação militar colombiana contra as Farc em território equatoriano.
Além do Conselho, que outras bases internas da Unasul poderão surgir?
Existe o plano de criação do Parlamento único da Unasul, mas não há nenhuma expectativa de que a idéia seja colocada em prática em um futuro próximo. A Unasul terá ainda uma secretaria permanente que deverá ser em Quito, no Equador.
Qual o tamanho da Unasul?
Os países que farão parte do grupo têm cerca de 360 milhões de habitantes e, de acordo com dados da Cepal (Comissão Econômica para América Latina e Caribe), tinham um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 2,5 trilhões em 2006. Ainda de acordo a Cepal, só o PIB do Brasil era de US$ 1,06 trilhão em 2006. Segundo dados mais atualizados, o PIB do Brasil é de US$ 1,3 trilhão, o oitavo do mundo. Mas este é um grupo desigual, que conta com 180 milhões de habitantes do Brasil e três milhões do Uruguai, por exemplo.
Quais são os desafios da Unasul?
Num primeiro momento, os governos parecem ter expectativas diversas sobre os resultados reais da Unasul. O ministro das Relações Exteriores do Chile, Alejandro Foxley, disse que seu país tem três principais interesses nessa integração: energia, infra-estrutura e uma política comum de inclusão social. Por sua vez, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, afirmou que a Bolívia espera que a Unasul não se limite às questões comerciais e trate da "união dos povos". Mas talvez o principal desafio da Unasul será colocar em prática suas medidas, como a integração energética, já que hoje o desafio entre quatro países – Brasil, Argentina, Bolívia e Chile – ainda não foi resolvido. Questões bilaterais – ou trilaterais – também estão na lista de desafios da região. Disputas territoriais entre Chile e Peru, da época da Guerra do Pacífico, no século 19, estão hoje no Tribunal Internacional de Haia. A Bolívia reivindica do Chile uma saída para o mar, perdida na mesma guerra do Pacífico. Venezuela, Equador e Colômbia travam, desde março, uma disputa envolvendo as Farc (grupo guerrilheiro mais antigo do mundo, com mais de 40 anos) que ainda não teve conclusão.
Quais são os próximos passos?
No sistema de presidência temporária e rotativa, a próxima presidência caberia à Colômbia, que abriu mão do direito, que passará ao Chile. Nos termos do Tratado, a Unasul terá como órgãos deliberativos um Conselho de Chefes de Estado e de Governo, um Conselho de Ministros de Relações Exteriores e um Conselho de Delegados. Haverá reuniões anuais de chefes de Estado e de Governo e reuniões semestrais do Conselho de Ministros de Relações Exteriores.
URL: http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_qaunasul_ed_mp.shtml
LEIA NOTÍCIAS RELACIONADAS: Com Unasul, América do Sul tenta aprofundar integração 23 maio, 2008 | BBC Reporthttp://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_unasul_abrerg.shtml Projeto de Conselho Sul-Americano de Defesa pode sair em 3 meses, diz Bachelet http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080523_unasul_bacheletdefesarg.shtml Colômbia diz que ficará fora de Conselho de Defesa Sul-americano 22 maio, 2008 | BBC Reporthttp://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/05/080521_conselhodefesa_cj_ac.shtml O Gigante VizinhoA relação do Brasil com os outros países da América do Sul. http://www.bbc.co.uk/portuguese/southamerica/index.shtml
METS - Movimento Emocional e Transformação Social
Convidada, Mariana Dias compartilhará sua vivência.
A intenção é, interagindo conosco,
montar um mapa emocional de sua América Latina.
"Comecei a viajar quando tinha 17 anos e nunca mais parei.
Com 25 anos e misturando Fernando Pessoa e O Rappa,
continuo acreditando que, viajar 'é preciso, senão a rotina te cansa'.
É possível e fundamental.
Formei-me em Jornalismo
e estava trabalhando para uma empresa petrolífera no México
quando decidi deixar tudo para trás para embarcar
em minha última aventura:
cruzar 12 países da nossa fascinante e instável América Latina,
em uma viagem por terra do México ao Brasil
que durou quatro meses e me ensinou lições para a vida toda. "
O METS, Movimento Emocional e Transformação Social,
experimental, reúne gente que se interessa
por re-conhecimento emocional,
seu próprio e do outro.
As pautas têm se adaptado às realidades.
O próximo será na
última sexta de maio, dia 30, das 9h00 às 11h30.
Centro de Movimento Deborah Colker
Rua Benjamin Constant 30 - Glória, metrô a poucos passos.
O café coletivo começa às 8h30.
Singelo, o METS começa para cada um na hora em que chega.
Bem vind@,
Gilberto Fugimoto
Assessoria de Projetos Comunitários - Sesc Rio
Michel Robim
Núcleo Rio Aberto Rio
Deborah Colker
Centro de Movimento Deborah Colker
Luiz Fernando Sarmento
Assessoria de Projetos Comunitários SESC Rio
21.3138.1362 / 9721.2981
luizfernando@sescrio.org.br
www.sescrio.org.br
www.redescomunitarias.org.br
z Sobre o METS
-> Movimento Emocional e Transformação Social:
este encontro procura congregar pessoas que
interagem direta ou indiretamente com outras
e que supõem desenvolvimento emocional
como base para desenvolvimento integral.
Com o número de participantes limitado,
é um encontro não conclusivo, interativo, reflexivo,
onde todos e cada um têm tempo e espaço
para compartilhar
emoções, idéias e informações.
A intenção é, interagindo conosco,
montar um mapa emocional de sua América Latina.
"Comecei a viajar quando tinha 17 anos e nunca mais parei.
Com 25 anos e misturando Fernando Pessoa e O Rappa,
continuo acreditando que, viajar 'é preciso, senão a rotina te cansa'.
É possível e fundamental.
Formei-me em Jornalismo
e estava trabalhando para uma empresa petrolífera no México
quando decidi deixar tudo para trás para embarcar
em minha última aventura:
cruzar 12 países da nossa fascinante e instável América Latina,
em uma viagem por terra do México ao Brasil
que durou quatro meses e me ensinou lições para a vida toda. "
O METS, Movimento Emocional e Transformação Social,
experimental, reúne gente que se interessa
por re-conhecimento emocional,
seu próprio e do outro.
As pautas têm se adaptado às realidades.
O próximo será na
última sexta de maio, dia 30, das 9h00 às 11h30.
Centro de Movimento Deborah Colker
Rua Benjamin Constant 30 - Glória, metrô a poucos passos.
O café coletivo começa às 8h30.
Singelo, o METS começa para cada um na hora em que chega.
Bem vind@,
Gilberto Fugimoto
Assessoria de Projetos Comunitários - Sesc Rio
Michel Robim
Núcleo Rio Aberto Rio
Deborah Colker
Centro de Movimento Deborah Colker
Luiz Fernando Sarmento
Assessoria de Projetos Comunitários SESC Rio
21.3138.1362 / 9721.2981
luizfernando@sescrio.org.br
www.sescrio.org.br
www.redescomunitarias.org.br
z Sobre o METS
-> Movimento Emocional e Transformação Social:
este encontro procura congregar pessoas que
interagem direta ou indiretamente com outras
e que supõem desenvolvimento emocional
como base para desenvolvimento integral.
Com o número de participantes limitado,
é um encontro não conclusivo, interativo, reflexivo,
onde todos e cada um têm tempo e espaço
para compartilhar
emoções, idéias e informações.
AS COTAS NA UERJ
*ALI KAMEL, no Globo de
hoje*
A Uerj, a primeira universidade brasileira a adotar o sistema de cotas
raciais, divulgou um estudo bastante revelador.
No vestibular do ano passado, foram oferecidas 1.048 vagas para negros, mas
apenas 673 estudantes se inscreveram. Desses, 439 passaram.
No ano anterior, o mesmo fenômeno já tinha acontecido. Foram oferecidas
1.031 vagas para negros, mas apenas 753 se inscreveram (as aprovações foram
de apenas 432 alunos).
Antes, havia mais candidatos inscritos do que vagas, mas o cenário mudou
completamente nos últimos dois anos. A Uerj anunciou, então, um amplo
estudo, a ser concluído até o fim deste ano, para descobrir as causas.
Eu pergunto: precisa? Para mim, esses dados são eloqüentes e provam, de
maneira cabal, que, se os negros e os pardos não estão nas universidades na
mesma proporção que ocupam na população geral, o motivo não é o racismo. Se,
mesmo com 20% de vagas reservadas, não há inscritos suficientes, isso é um
sinal claro de que a política de cotas é um instrumento ineficiente para
abrir as portas do ensino superior. Se a Uerj decidisse ampliar a reserva de
vagas para, digamos, 40%, o único resultado seria uma ociosidade ainda
maior. O que esses números dizem de uma maneira irrefutável é que o ensino
médio não forma alunos negros em número suficiente, o que impede até mesmo
uma simples inscrição no vestibular (o certificado de conclusão do ensino
médio é requisito para entrar na universidade). Antes, havia mais inscritos
do que vagas, porque havia um estoque de alunos formados em anos anteriores,
estoque esse que, com o tempo, se esgotou. Hoje, faltam formandos oriundos
do ensino médio. Como para freqüentar o ensino médio e o ensino fundamental
não há nenhum pré-requisito, não se pode dizer que haja neles um gargalo que
atinja especificamente os negros. Neste país, negro, pardo, branco ou
amarelo, todos têm livre acesso às escolas públicas.
(continua).
A notícia "trigger" deve ter sido a divulgada pelo O Estado de São Paulo em
13/5: clique aqui
.
Daí é só ir no site da UERJ sobre seu vestibular (www.vestibular.uerj.br) e
pegar as planilhas estatísticas:
clique
2008
clique 2007
clique 2006
*Por Sergio Telles*
Como aluno da UERJ, posso explicar bem o porquê desse baixo volume de
inscritos. As vagas para negros não são apenas pelo critério racial, há 2
outros limites, que são: ter estudado em escola pública e ter renda per
capita na família de menos de 1 salário mínimo por mês. Isso retira muitos
pardos e negros da condição de concorrer às cotas raciais. Muitos outros
candidatos concorrem pelas cotas de estudantes de escolas públicas.
As cotas podem ser "inúteis" para faculdades com baixa demanda (até 10
candidatos/vaga), mas observe que cursos como Direito, Medicina,
Odontologia, Jornalismo e algumas Engenharias, todas as vagas foram
preenchidas, até então um negro ou pobre nesses cursos elitizados era coisa
raríssima.
A gente convive diariamente com essas pessoas de cotas (não há nenhum tipo
de distinção, mas nota-se a dificuldade e a origem deles, muitos são
moradores de favelas e não possuem dinheiro sequer para material didático ou
mesmo para a alimentação ou passagem, enfim, são realmente pessoas que estão
ali no limite do esforço) e alguns destes já estão se formando, com
resultados brilhantes, superando dificuldades da base, da carência alimentar
que passaram, pela dificuldade de ensino de dentro de casa ou de reforço de
cursinhos que os filhinhos da classe média tanto dispõem e que os fazem
achar "superiores".
Grandes empresas daqui do Rio estão chamando esses jovens e estão sendo
absorvidos pelo mercado numa boa, e estão dando o resultado esperado.
*Por Antonio *
Num exame, também apressado, das planilhas estatísticas da UERJ, o índice de
classificação foi de praticamente 100% nas carreiras habitualmente
preferidas no vestibular geral.
Observa-se ainda que a demanda foi também seletiva no aspecto da localidade.
De modo que não se pode generalizar a ineficiência do sistema, e talvez se
concluir que não basta a abertura de vaga em qualquer curso, é preciso se
conhecer a demanda por curso: pobre e negro também são orgulhosos! A elite,
quem sabe, pode pensar que qualquer oferta tem que ser aceita.
Resultados apurados da UERJ:
Ciencias Sociais 19 classificados/20 vagas 95%
Desenho Industrial 7/7 100%
Direito 64/64 100%
Enfermagem 12/16 75%
Engenharia Produção 10/12 83%
Engenharia Quimica 14/16 87%
Geografia 15/14 107% ?
História 20/20 100%
Jornalismo 10/10 100%
Letras Port/Esp 9/9 100%
Letras Port/Lit 11/14 78%
Medicina 19/19 100%
Psicologia 20/20 100%
Serviço Social 18/16 112% ?
Qual a sua opinião?
hoje*
A Uerj, a primeira universidade brasileira a adotar o sistema de cotas
raciais, divulgou um estudo bastante revelador.
No vestibular do ano passado, foram oferecidas 1.048 vagas para negros, mas
apenas 673 estudantes se inscreveram. Desses, 439 passaram.
No ano anterior, o mesmo fenômeno já tinha acontecido. Foram oferecidas
1.031 vagas para negros, mas apenas 753 se inscreveram (as aprovações foram
de apenas 432 alunos).
Antes, havia mais candidatos inscritos do que vagas, mas o cenário mudou
completamente nos últimos dois anos. A Uerj anunciou, então, um amplo
estudo, a ser concluído até o fim deste ano, para descobrir as causas.
Eu pergunto: precisa? Para mim, esses dados são eloqüentes e provam, de
maneira cabal, que, se os negros e os pardos não estão nas universidades na
mesma proporção que ocupam na população geral, o motivo não é o racismo. Se,
mesmo com 20% de vagas reservadas, não há inscritos suficientes, isso é um
sinal claro de que a política de cotas é um instrumento ineficiente para
abrir as portas do ensino superior. Se a Uerj decidisse ampliar a reserva de
vagas para, digamos, 40%, o único resultado seria uma ociosidade ainda
maior. O que esses números dizem de uma maneira irrefutável é que o ensino
médio não forma alunos negros em número suficiente, o que impede até mesmo
uma simples inscrição no vestibular (o certificado de conclusão do ensino
médio é requisito para entrar na universidade). Antes, havia mais inscritos
do que vagas, porque havia um estoque de alunos formados em anos anteriores,
estoque esse que, com o tempo, se esgotou. Hoje, faltam formandos oriundos
do ensino médio. Como para freqüentar o ensino médio e o ensino fundamental
não há nenhum pré-requisito, não se pode dizer que haja neles um gargalo que
atinja especificamente os negros. Neste país, negro, pardo, branco ou
amarelo, todos têm livre acesso às escolas públicas.
(continua).
A notícia "trigger" deve ter sido a divulgada pelo O Estado de São Paulo em
13/5: clique aqui
Daí é só ir no site da UERJ sobre seu vestibular (www.vestibular.uerj.br) e
pegar as planilhas estatísticas:
clique
2008
clique 2007
clique 2006
*Por Sergio Telles*
Como aluno da UERJ, posso explicar bem o porquê desse baixo volume de
inscritos. As vagas para negros não são apenas pelo critério racial, há 2
outros limites, que são: ter estudado em escola pública e ter renda per
capita na família de menos de 1 salário mínimo por mês. Isso retira muitos
pardos e negros da condição de concorrer às cotas raciais. Muitos outros
candidatos concorrem pelas cotas de estudantes de escolas públicas.
As cotas podem ser "inúteis" para faculdades com baixa demanda (até 10
candidatos/vaga), mas observe que cursos como Direito, Medicina,
Odontologia, Jornalismo e algumas Engenharias, todas as vagas foram
preenchidas, até então um negro ou pobre nesses cursos elitizados era coisa
raríssima.
A gente convive diariamente com essas pessoas de cotas (não há nenhum tipo
de distinção, mas nota-se a dificuldade e a origem deles, muitos são
moradores de favelas e não possuem dinheiro sequer para material didático ou
mesmo para a alimentação ou passagem, enfim, são realmente pessoas que estão
ali no limite do esforço) e alguns destes já estão se formando, com
resultados brilhantes, superando dificuldades da base, da carência alimentar
que passaram, pela dificuldade de ensino de dentro de casa ou de reforço de
cursinhos que os filhinhos da classe média tanto dispõem e que os fazem
achar "superiores".
Grandes empresas daqui do Rio estão chamando esses jovens e estão sendo
absorvidos pelo mercado numa boa, e estão dando o resultado esperado.
*Por Antonio *
Num exame, também apressado, das planilhas estatísticas da UERJ, o índice de
classificação foi de praticamente 100% nas carreiras habitualmente
preferidas no vestibular geral.
Observa-se ainda que a demanda foi também seletiva no aspecto da localidade.
De modo que não se pode generalizar a ineficiência do sistema, e talvez se
concluir que não basta a abertura de vaga em qualquer curso, é preciso se
conhecer a demanda por curso: pobre e negro também são orgulhosos! A elite,
quem sabe, pode pensar que qualquer oferta tem que ser aceita.
Resultados apurados da UERJ:
Ciencias Sociais 19 classificados/20 vagas 95%
Desenho Industrial 7/7 100%
Direito 64/64 100%
Enfermagem 12/16 75%
Engenharia Produção 10/12 83%
Engenharia Quimica 14/16 87%
Geografia 15/14 107% ?
História 20/20 100%
Jornalismo 10/10 100%
Letras Port/Esp 9/9 100%
Letras Port/Lit 11/14 78%
Medicina 19/19 100%
Psicologia 20/20 100%
Serviço Social 18/16 112% ?
Qual a sua opinião?
Seminário de Ensino de História
Nos dias 2, 3 e 4 de junho de 2008 estará acontecendo um Seminário Nacional de Ensino de História: memória e historiografia, promovido pelo Pronex Culturas Políticas e Usos do Passado na Universidade Federal Fluminense.
Inscrições no site www.historia.uff.br/culturaspolíticas
Inscrições no site www.historia.uff.br/culturaspolíticas
Sem tesão não há solução
O escritor e psicanalista Roberto Freire morreu na semana passada, aos 81 anos, na casa de repouso onde havia se recolhido por vontade própria há alguns anos.
Deixou vários livros e um método terapêutico ainda muito incompreendido nos meios acadêmicos: a Somaterapia.
Na minha opinião, seu maior legado foi o axioma sem tesão não há solução.
Assim como a Somaterapia, essa sua afirmativa sofreu muito preconceito. Imagino que isso se deveu à palavra "tesão", que leva as pessoas a pensarem imediatamente em sexo.
Mas não é apenas "naquilo" que Roberto Freire pensa quando faz essa constatação. É muito mais.
Ele nos lembra que na vida nada vale a pena se não for feito com paixão, com vontade, com prazer e integridade.
A começar pela profissão que escolhemos. Jamais seremos felizes e bons profissionais se não curtirmos o que fazemos.
Você se levanta da cama para ir trabalhar com a disposição de quem vai para a forca? Os acordes da trilha sonora do Fantástico, nas noites de domingo, lhe dão um aperto no coração? Algo está errado com sua escolha profissional.
Houve uma época em que eu trabalhava apenas por necessidade financeira em um local que não me agradava. Parecia uma prisão domiciliar ao contrário. Eu saía de casa todo dia para cumprir minha pena na "cadeia" e voltar, à noite, para o aconchego do lar. Não era fácil.
Conheço muita gente infeliz com a profissão, mas que precisa sobreviver e não tem como mudar de emprego - ou ramo, como se dizia antigamente.
Tive a oportunidade conhecer, também, pessoas felizes com o trabalho que escolheram - ou, vá lá, que tiveram a sorte de conseguir, pois, admito, isso não é fácil.
Lembro de um velho jornalista que cobria política para o Estadão, direitista convicto. Ele não apenas gostava do que fazia, mas sentia um prazer especial quando tinha de escrever algum artigo criticando políticos do antigo Partido Comunista Brasileiro.
- Além do prazer de escrever contra os comunas, ainda ganho para fazer isso", regozijava-se.
Depois de algumas palestras e conversas com Roberto Freire (o "Bigode" para os íntimos), passei a entender melhor sua proposta e a defendê-la junto às pessoas mais próximas.
Passei, inclusive (quem diria?), a defender o trabalho. Mas o trabalho prazeroso, criativo, livre, não o escravo, opressor, apenas pela obrigação.
Um dia, na hora do almoço, explicava a meu filho mais velho (na época, pré-adolescente) a importância de escolher, no futuro, um ofício que ele gostasse, que lhe desse prazer, acima de tudo.
Confesso que sua resposta me deixou um pouco desconcertado:
- Ih, pai, então minha profissão vai ser ponta-esquerda!
O escritor e psicanalista Roberto Freire morreu na semana passada, aos 81 anos.
---------
Ame e dê vexame
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta".
Ame e dê vexame!
Roberto Freire*
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Sivuca. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Por que você ama este cara ? Não pergunte pra mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó.
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.
* Texto extraído do livro "Ame e dê Vexame", Editora Novo Paradigma
Seu maior legado foi o axioma sem tesão não há solução.
Deixou vários livros e um método terapêutico ainda muito incompreendido nos meios acadêmicos: a Somaterapia.
Na minha opinião, seu maior legado foi o axioma sem tesão não há solução.
Assim como a Somaterapia, essa sua afirmativa sofreu muito preconceito. Imagino que isso se deveu à palavra "tesão", que leva as pessoas a pensarem imediatamente em sexo.
Mas não é apenas "naquilo" que Roberto Freire pensa quando faz essa constatação. É muito mais.
Ele nos lembra que na vida nada vale a pena se não for feito com paixão, com vontade, com prazer e integridade.
A começar pela profissão que escolhemos. Jamais seremos felizes e bons profissionais se não curtirmos o que fazemos.
Você se levanta da cama para ir trabalhar com a disposição de quem vai para a forca? Os acordes da trilha sonora do Fantástico, nas noites de domingo, lhe dão um aperto no coração? Algo está errado com sua escolha profissional.
Houve uma época em que eu trabalhava apenas por necessidade financeira em um local que não me agradava. Parecia uma prisão domiciliar ao contrário. Eu saía de casa todo dia para cumprir minha pena na "cadeia" e voltar, à noite, para o aconchego do lar. Não era fácil.
Conheço muita gente infeliz com a profissão, mas que precisa sobreviver e não tem como mudar de emprego - ou ramo, como se dizia antigamente.
Tive a oportunidade conhecer, também, pessoas felizes com o trabalho que escolheram - ou, vá lá, que tiveram a sorte de conseguir, pois, admito, isso não é fácil.
Lembro de um velho jornalista que cobria política para o Estadão, direitista convicto. Ele não apenas gostava do que fazia, mas sentia um prazer especial quando tinha de escrever algum artigo criticando políticos do antigo Partido Comunista Brasileiro.
- Além do prazer de escrever contra os comunas, ainda ganho para fazer isso", regozijava-se.
Depois de algumas palestras e conversas com Roberto Freire (o "Bigode" para os íntimos), passei a entender melhor sua proposta e a defendê-la junto às pessoas mais próximas.
Passei, inclusive (quem diria?), a defender o trabalho. Mas o trabalho prazeroso, criativo, livre, não o escravo, opressor, apenas pela obrigação.
Um dia, na hora do almoço, explicava a meu filho mais velho (na época, pré-adolescente) a importância de escolher, no futuro, um ofício que ele gostasse, que lhe desse prazer, acima de tudo.
Confesso que sua resposta me deixou um pouco desconcertado:
- Ih, pai, então minha profissão vai ser ponta-esquerda!
O escritor e psicanalista Roberto Freire morreu na semana passada, aos 81 anos.
---------
Ame e dê vexame
"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta".
Ame e dê vexame!
Roberto Freire*
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco, você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente. Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então? Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário, ele escuta Sivuca. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado, e ainda assim você não consegue despachá-lo. Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Por que você ama este cara ? Não pergunte pra mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettuccine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados. Não funciona assim. Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo à porta. O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar. Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa. Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referências.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca. Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos tem às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó.
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é.
* Texto extraído do livro "Ame e dê Vexame", Editora Novo Paradigma
Seu maior legado foi o axioma sem tesão não há solução.
DISCURO DO BRASIL NÃO CONDIZ COM A REALIDADE INTERNA
Discurso do Brasil não condiz com realidade interna, diz Anistia Márcia Freitas
O Brasil corre o risco de perder credibilidade na comunidade internacional porque o seu discurso como defensor dos direitos humanos não condiz com as realizações do governo nessa mesma área dentro do país, segundo a Anistia Internacional. » AI: violência policial mata milhares no País
» EUA e Colômbia lideram abusos na América
» AI cita ex-detido em Guantánamo e índia brasileira
» AI: potências "devem restabelecer autoridade"
No documento Promessas Não Cumpridas, que acompanha a divulgação do relatório anual da organização nesta quarta-feira, a Anistia questiona a atuação do país e de outros emergentes - principalmente entre os que buscam um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - em instâncias internacionais, se colocando como fortes defensores de direitos humanos.
"Países como o Brasil e o México têm tido posições fortes em defender direitos humanos internacionalmente e em apoiar o sistema da ONU. Mas, a não ser que a distância entre as políticas internacionais desses governos e o seu desempenho doméstico seja diminuída, a credibilidade desses países como defensores de direitos humanos será questionada", diz o documento.
"Durante décadas nós temos ouvido o Brasil com um discurso muito progressista a nível internacional, mas ao mesmo tempo esse discurso não tem se refletido nas garantias e nas reformas necessárias no Brasil para a melhoria das pessoas que estão mais sofrendo", afirmou Tim Cahill, porta-voz da organização para o Brasil, em entrevista à BBC Brasil.
Ele diz que o Brasil lutou, por exemplo, pela criação do Conselho de Direitos Humanos da ONU e foi um dos primeiros países a aceitar se submeter a um sistema de análise das condições internas pelo órgão.
Por outro lado, segundo Cahill, o Brasil continuou a não responder a questões importantes, como "porque a polícia continua a matar e porque continua a torturar".
"Então, nós reconhecemos que o Brasil tem um papel importante a desempenhar a nível internacional em relação às reformas e aos avanços internacionais na luta pelos direitos humanos, mas nós continuamos a pressionar para que o país faça coisas concretas para seus próprios cidadãos", disse Cahill.
Segurança Pública
Segundo a Anistia, a principal preocupação no Brasil continua sendo a segurança pública.
No relatório anual deste ano, a organização diz que "pessoas em comunidades marginalizadas continuam a viver em meio a níveis altos de violência causada tanto por gangues criminosas como pela polícia."
Segundo Tim Cahill, a organização reconhece que o governo tem adotado algumas medidas no sentido de lidar com o problema, como o lançamento, neste ano, do chamado PAC da Segurança.
Mas, por outro lado, se diz preocupada com o apoio que operações de intervenção "de estilo militarista" no Rio de Janeiro têm recebido de setores do governo federal, como o próprio presidente Lula, "reconhecendo a necessidade de agir com violência nessas comunidades contra elementos criminosos."
"Nossa preocupação é que essa mensagem tem reforçado as ações violentas da polícia", disse Cahill, notando que "a polícia do Rio de Janeiro matou 1.330 pessoas em situações chamadas de resistência seguida de morte, o número mais alto em toda a história do Brasil."
Declaração de direitos humanos
A crítica da distância entre o discurso e a realidade brasileira no que diz respeito aos direitos humanos segue a linha adotada pela Anistia Internacional no relatório deste ano, quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos.
O documento faz uma comparação entre o que foi prometido pelos artigos da Declaração e as violações registradas ao redor do mundo.
Segundo Tim Cahill, no Brasil são encontrados vários exemplos de desrespeito aos artigos da Declaração, principalmente os Artigos 1, 3 e 5.
No caso do Artigo 1, que estabelece que Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, Cahill citou como violação a diminuição dos direitos dos povos indígenas e citou como exemplo a situação dos índios Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, que vivem em um sistema de "favelização" em vez de viver em suas próprias terras e "são forçados a trabalhar no corte da cana por falta de opção."
A violação ao Artigo 3 da Declaração - Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal - está presente no Brasil, segundo Cahill, na política de segurança pública, que é "claramente dirigida à proteção da classe média" e com uma "desvalorização da vida das pessoas que vivem em comunidades como o Complexo do Alemão no Rio de Janeiro".
Cahil lembra que a violação do Artigo 5 - Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante - "é sistemática no Brasil, principalmente no sistema carcerário".
BBC Brasil BBC BRASIL.com -
Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.
O Brasil corre o risco de perder credibilidade na comunidade internacional porque o seu discurso como defensor dos direitos humanos não condiz com as realizações do governo nessa mesma área dentro do país, segundo a Anistia Internacional. » AI: violência policial mata milhares no País
» EUA e Colômbia lideram abusos na América
» AI cita ex-detido em Guantánamo e índia brasileira
» AI: potências "devem restabelecer autoridade"
No documento Promessas Não Cumpridas, que acompanha a divulgação do relatório anual da organização nesta quarta-feira, a Anistia questiona a atuação do país e de outros emergentes - principalmente entre os que buscam um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU - em instâncias internacionais, se colocando como fortes defensores de direitos humanos.
"Países como o Brasil e o México têm tido posições fortes em defender direitos humanos internacionalmente e em apoiar o sistema da ONU. Mas, a não ser que a distância entre as políticas internacionais desses governos e o seu desempenho doméstico seja diminuída, a credibilidade desses países como defensores de direitos humanos será questionada", diz o documento.
"Durante décadas nós temos ouvido o Brasil com um discurso muito progressista a nível internacional, mas ao mesmo tempo esse discurso não tem se refletido nas garantias e nas reformas necessárias no Brasil para a melhoria das pessoas que estão mais sofrendo", afirmou Tim Cahill, porta-voz da organização para o Brasil, em entrevista à BBC Brasil.
Ele diz que o Brasil lutou, por exemplo, pela criação do Conselho de Direitos Humanos da ONU e foi um dos primeiros países a aceitar se submeter a um sistema de análise das condições internas pelo órgão.
Por outro lado, segundo Cahill, o Brasil continuou a não responder a questões importantes, como "porque a polícia continua a matar e porque continua a torturar".
"Então, nós reconhecemos que o Brasil tem um papel importante a desempenhar a nível internacional em relação às reformas e aos avanços internacionais na luta pelos direitos humanos, mas nós continuamos a pressionar para que o país faça coisas concretas para seus próprios cidadãos", disse Cahill.
Segurança Pública
Segundo a Anistia, a principal preocupação no Brasil continua sendo a segurança pública.
No relatório anual deste ano, a organização diz que "pessoas em comunidades marginalizadas continuam a viver em meio a níveis altos de violência causada tanto por gangues criminosas como pela polícia."
Segundo Tim Cahill, a organização reconhece que o governo tem adotado algumas medidas no sentido de lidar com o problema, como o lançamento, neste ano, do chamado PAC da Segurança.
Mas, por outro lado, se diz preocupada com o apoio que operações de intervenção "de estilo militarista" no Rio de Janeiro têm recebido de setores do governo federal, como o próprio presidente Lula, "reconhecendo a necessidade de agir com violência nessas comunidades contra elementos criminosos."
"Nossa preocupação é que essa mensagem tem reforçado as ações violentas da polícia", disse Cahill, notando que "a polícia do Rio de Janeiro matou 1.330 pessoas em situações chamadas de resistência seguida de morte, o número mais alto em toda a história do Brasil."
Declaração de direitos humanos
A crítica da distância entre o discurso e a realidade brasileira no que diz respeito aos direitos humanos segue a linha adotada pela Anistia Internacional no relatório deste ano, quando a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos.
O documento faz uma comparação entre o que foi prometido pelos artigos da Declaração e as violações registradas ao redor do mundo.
Segundo Tim Cahill, no Brasil são encontrados vários exemplos de desrespeito aos artigos da Declaração, principalmente os Artigos 1, 3 e 5.
No caso do Artigo 1, que estabelece que Todos os homens nascem livres e iguais em dignidade e direitos, Cahill citou como violação a diminuição dos direitos dos povos indígenas e citou como exemplo a situação dos índios Guarani-Kaiowá, no Mato Grosso do Sul, que vivem em um sistema de "favelização" em vez de viver em suas próprias terras e "são forçados a trabalhar no corte da cana por falta de opção."
A violação ao Artigo 3 da Declaração - Todo o homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal - está presente no Brasil, segundo Cahill, na política de segurança pública, que é "claramente dirigida à proteção da classe média" e com uma "desvalorização da vida das pessoas que vivem em comunidades como o Complexo do Alemão no Rio de Janeiro".
Cahil lembra que a violação do Artigo 5 - Ninguém será submetido a tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou degradante - "é sistemática no Brasil, principalmente no sistema carcerário".
BBC Brasil BBC BRASIL.com -
Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização escrita da BBC BRASIL.com.
Curso: Refluxo da Diáspora
Haverá um curso chamado "Refluxo da diáspora" A saga dos libertos que
> voltaram para África no século XIX.de 11 de junho a 23 de julho de 2008.
> Todas as quartas-feiras (19 h as 21h30). Curso dado pelo Milton Guran no
> Centro Cultural José Bonifácio. Este curso é de graça. O Centro fica no
> Gamboa. tels 22337754 ou 22536255. ccjbonifacio@pcj.rj.gov.br
>
> voltaram para África no século XIX.de 11 de junho a 23 de julho de 2008.
> Todas as quartas-feiras (19 h as 21h30). Curso dado pelo Milton Guran no
> Centro Cultural José Bonifácio. Este curso é de graça. O Centro fica no
> Gamboa. tels 22337754 ou 22536255. ccjbonifacio@pcj.rj.gov.br
>
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Conteúdo sobre Educação Inclusiva
Agência Internacional para Promoção da Inclusão
Notícias e Informações sobre Deficiência
Conteúdo sobre Educação Inclusiva
23/5/08
Brasil é reeleito no Conselho de Direitos Humanos
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/brasil-reeleito-no-conselho-de-direitos.html
Conectar pessoas com deficiência é tema do Dia Mundial das Telecomunicações
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/dia-mundial-das-telecomunicaes-e-da.html
III Congresso de Acessibilidade aos Meios Audiovisuais para pessoas com Deficiência
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/iii-congresso-de-acessibilidade-aos.html
Medidas contra a discriminação no mercado de trabalho
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/medidas-contra-discriminao-no-mercado.html
Educando crianças com Síndrome de Down na Escola Primária - em inglês
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/transcrio-em-ingls-do-dvd-prtica.html
Ratifican Convención para Personas com Discapacidad - em espanhol
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/ratifican-convencin-para-personas-con.html
Convenção Aprovada na Argentina
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/conveno-aprovada-na-argentina.html
Trio do Acesso Universal novamente na Parada GLBT de São Paulo
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/trio-do-acesso-universal-novamente-na.html
Novidades do dia 22/05/2008 - Ano III http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/novidades-do-dia-22052008-ano-iii.html
Reprodução do texto e fotos permitida com citação da fonte
Patricia Almeida – 61-9964-7745 – Coordenadora - agencia.inclusive@gmail.com- www.agenciainclusive.blogspot.com
Notícias e Informações sobre Deficiência
Conteúdo sobre Educação Inclusiva
23/5/08
Brasil é reeleito no Conselho de Direitos Humanos
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/brasil-reeleito-no-conselho-de-direitos.html
Conectar pessoas com deficiência é tema do Dia Mundial das Telecomunicações
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/dia-mundial-das-telecomunicaes-e-da.html
III Congresso de Acessibilidade aos Meios Audiovisuais para pessoas com Deficiência
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/iii-congresso-de-acessibilidade-aos.html
Medidas contra a discriminação no mercado de trabalho
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/medidas-contra-discriminao-no-mercado.html
Educando crianças com Síndrome de Down na Escola Primária - em inglês
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/transcrio-em-ingls-do-dvd-prtica.html
Ratifican Convención para Personas com Discapacidad - em espanhol
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/ratifican-convencin-para-personas-con.html
Convenção Aprovada na Argentina
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/conveno-aprovada-na-argentina.html
Trio do Acesso Universal novamente na Parada GLBT de São Paulo
http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/trio-do-acesso-universal-novamente-na.html
Novidades do dia 22/05/2008 - Ano III http://agenciainclusive.blogspot.com/2008/05/novidades-do-dia-22052008-ano-iii.html
Reprodução do texto e fotos permitida com citação da fonte
Patricia Almeida – 61-9964-7745 – Coordenadora - agencia.inclusive@gmail.com- www.agenciainclusive.blogspot.com
TV Tal
Oi,
Vovê conhece a TV TAL ?
É uma TV na internet sobra a América Latina.
TAL - Televisão América Latina – nosso ponto de encontro.
Abaixo, mais informações.
Sugiro conhecer e divulgar.
Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
-------------------------------
http://tal.tv/sobretal.asp
A América Latina está distante de si mesma. É uma região feita de nações irmãs que não se reconhecem. Uma família que ignora imagens e histórias comuns. Mas não estamos condenados ao eterno isolamento. Nós latino-americanos precisamos nos aproximar. Podemos e devemos juntos, construir novos rumos.
Por isso, a TAL - Televisão América Latina foi criada. Uma rede latino-americana de comunicação, criada a partir de um banco comum de conteúdos e ações cooperativas entre canais de televisão e instituições educativas e culturais de todos os países de origem ibero-americana. Uma associação sem fins lucrativos com mais de 160 membros. Presente em todos os 20 países que compartilham a mesma identidade latino-americana. Uma rede de comunicação democrática, multilateral, cooperativa e não-estatal.
TAL - Televisão América Latina – nosso ponto de encontro.
__._,_.___
Vovê conhece a TV TAL ?
É uma TV na internet sobra a América Latina.
TAL - Televisão América Latina – nosso ponto de encontro.
Abaixo, mais informações.
Sugiro conhecer e divulgar.
Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
-------------------------------
http://tal.tv/sobretal.asp
A América Latina está distante de si mesma. É uma região feita de nações irmãs que não se reconhecem. Uma família que ignora imagens e histórias comuns. Mas não estamos condenados ao eterno isolamento. Nós latino-americanos precisamos nos aproximar. Podemos e devemos juntos, construir novos rumos.
Por isso, a TAL - Televisão América Latina foi criada. Uma rede latino-americana de comunicação, criada a partir de um banco comum de conteúdos e ações cooperativas entre canais de televisão e instituições educativas e culturais de todos os países de origem ibero-americana. Uma associação sem fins lucrativos com mais de 160 membros. Presente em todos os 20 países que compartilham a mesma identidade latino-americana. Uma rede de comunicação democrática, multilateral, cooperativa e não-estatal.
TAL - Televisão América Latina – nosso ponto de encontro.
__._,_.___
quarta-feira, 21 de maio de 2008
FIM DO 13º SALÁRIO JÁ FOI APROVADO NA CÂMARA
Fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara - falta o Senado
Enquanto a gente ESTÁ QUERENDO SABER QUEM MATOU A PEQUENA 'ISA' , o
Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem
percebe...vejam essa:
Fim do 13º já foi aprovado na Câmara (PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB )
Para conhecimento,
O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da
CLT.
Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado.
Provavelmente será votado após as eleições, é claro...
A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no
Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença Maternidade e Férias
(pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB.
As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo detodo tipo que
recebem, eles não cortam.
Conheça a cara dos safados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil.
Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles
são candidatos fortes nas próximas eleições:
*1- **INOCÊNCIO OLIVEIRA-PFL
2- JOEL DE HOLLANDA - PFL *
*3-JOSÉ MENDONÇA BEZERRA-PFL
4- OSVALDO COELHO - PFL**
5- ARMANDO MONTEIRO-PMDB
6- SALATIEL CARVALHO-PMDB
7- PEDRO CORRÊA - PPB
8- RICARDO FIÚZA-PPB
9 -SEVERINO CAVALCANTE - PPB
10- CLEMENTINO COELHO - PPS
11- CARLOS BATATA-PSDB
12- JOÃO COLAÇO - PSDB
13- JOSÉ MÙCIO MONTEIRO-PSDB*
DIVULGUEM!!!
NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!!!!!!
Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!!
Enquanto a gente ESTÁ QUERENDO SABER QUEM MATOU A PEQUENA 'ISA' , o
Congresso continua votando outros assuntos de nosso interesse e a gente nem
percebe...vejam essa:
Fim do 13º já foi aprovado na Câmara (PFL, PMDB, PPB, PPS, PSDB )
Para conhecimento,
O fim do 13º salário já foi aprovado na Câmara para alteração do art. 618 da
CLT.
Já foi aprovado na Câmara e encaminhado para o Senado.
Provavelmente será votado após as eleições, é claro...
A maioria dos deputados federais que estão neste momento tentando aprovar no
Senado o Fim do 13º salário, inclusive da Licença Maternidade e Férias
(pagas em 10 vezes) são do PFL e PSDB.
As próprias mordomias e as vergonhosas ajudas de custo detodo tipo que
recebem, eles não cortam.
Conheça a cara dos safados que votaram a favor deste Projeto em todo Brasil.
Por favor, repassem para o maior número de pessoas possíveis, afinal eles
são candidatos fortes nas próximas eleições:
*1- **INOCÊNCIO OLIVEIRA-PFL
2- JOEL DE HOLLANDA - PFL *
*3-JOSÉ MENDONÇA BEZERRA-PFL
4- OSVALDO COELHO - PFL**
5- ARMANDO MONTEIRO-PMDB
6- SALATIEL CARVALHO-PMDB
7- PEDRO CORRÊA - PPB
8- RICARDO FIÚZA-PPB
9 -SEVERINO CAVALCANTE - PPB
10- CLEMENTINO COELHO - PPS
11- CARLOS BATATA-PSDB
12- JOÃO COLAÇO - PSDB
13- JOSÉ MÙCIO MONTEIRO-PSDB*
DIVULGUEM!!!
NINGUÉM É TÃO FORTE QUANTO TODOS NÓS JUNTOS!!!!!!!!
Divulguem!!! E não fique só reclamando do nosso país!!!!
OS VALORES DA VIDA
Vale a pena ver esse vídeo.
O texto do Rui Barbosa é excelente e atualíssimo.
A interpretação do Rolando Boldrin é fantástica.
__________________________________________________
Os Valores da Vida
Texto de Rui Barbosa e Declamado por Rolando Boldrin
(clique no link abaixo)
http://drauziomilagres.blogspot.com/2008/02/os-valores-da-vida-texto-de-rui-barbosa.html
duração 03:11 minutos
O texto do Rui Barbosa é excelente e atualíssimo.
A interpretação do Rolando Boldrin é fantástica.
__________________________________________________
Os Valores da Vida
Texto de Rui Barbosa e Declamado por Rolando Boldrin
(clique no link abaixo)
http://drauziomilagres.blogspot.com/2008/02/os-valores-da-vida-texto-de-rui-barbosa.html
duração 03:11 minutos
ÉTICA É UMA COISA RELATIVA
Ética é uma coisa relativa?
O sociólogo Peter Berger escreveu livrinho delicioso: "Introdução à Sociologia".
Um dos seus capítulos tem um título estranho: "Como trapacear e se manter ético ao mesmo tempo".
Estranho à primeira vista.
Mas logo se percebe que, na política, é de suma importância juntar ética e trapaça.
Para explicar vou contar uma historieta .
Havia numa cidade dos Estados Unidos uma Igreja Batista. Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos. Havia na mesma cidade uma fábrica de cerveja que, para a igreja batista, era a vanguarda de Satanás.
O pastor não poupava a fábrica de cerveja nas suas pregações...
Aconteceu, entretanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de 500 mil dólares para a dita igreja. Foi um auê!!!...
Os membros mais ortodoxos da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do Diabo e que não poderia ser aceito.
Mas, passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro poderia trazer: uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas.
Reuniu-se então a igreja em assembléia para a decisão democrática.
Depois de muita discussão registrou-se a seguinte decisão no livro de atas:
"A Igreja Batista Betel resolve aceitar a oferta de 500 mil dólares feita pela Cervejaria, na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus."
É isso aí ..
O sociólogo Peter Berger escreveu livrinho delicioso: "Introdução à Sociologia".
Um dos seus capítulos tem um título estranho: "Como trapacear e se manter ético ao mesmo tempo".
Estranho à primeira vista.
Mas logo se percebe que, na política, é de suma importância juntar ética e trapaça.
Para explicar vou contar uma historieta .
Havia numa cidade dos Estados Unidos uma Igreja Batista. Os batistas, como se sabe, são um ramo do cristianismo muito rigoroso nos seus princípios éticos. Havia na mesma cidade uma fábrica de cerveja que, para a igreja batista, era a vanguarda de Satanás.
O pastor não poupava a fábrica de cerveja nas suas pregações...
Aconteceu, entretanto, que, por razões pouco esclarecidas, a fábrica de cerveja fez uma doação de 500 mil dólares para a dita igreja. Foi um auê!!!...
Os membros mais ortodoxos da igreja foram unânimes em denunciar aquela quantia como dinheiro do Diabo e que não poderia ser aceito.
Mas, passada a exaltação dos primeiros dias, acalmados os ânimos, os mais ponderados começaram a analisar os benefícios que aquele dinheiro poderia trazer: uma pintura nova para a igreja, um órgão de tubos, jardins mais bonitos, um salão social para festas.
Reuniu-se então a igreja em assembléia para a decisão democrática.
Depois de muita discussão registrou-se a seguinte decisão no livro de atas:
"A Igreja Batista Betel resolve aceitar a oferta de 500 mil dólares feita pela Cervejaria, na firme convicção de que o Diabo ficará furioso quando souber que o seu dinheiro vai ser usado para a glória de Deus."
É isso aí ..
CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA
Participem,
Eu telefonei, falei e deu certo. Está registrada a minha opinião. É incrível, mas é verdade.
Ligue 0800-619619
de segunda à sexta-feira das 08:00 às 20:00H
CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA
R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)
Não digite nada.
Espere para falar com uma atendente.
Diga que é para se manifestar a favor do cancelamento,
previsto no Projeto de Lei n.º 5476.
Caso esta lei entre em vigor, você só pagará pelas ligações efetuadas,
acabando com esse roubo que é a assinatura mensal. Oprojeto já está tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR',
na Câmara.
Tudo o que contraria os interesses corporativos não é divulgado
Eu telefonei, falei e deu certo. Está registrada a minha opinião. É incrível, mas é verdade.
Ligue 0800-619619
de segunda à sexta-feira das 08:00 às 20:00H
CANCELAMENTO DA TAXA TELEFÔNICA
R$ 40,37 (residencial) e R$ 56,08 (comercial)
Não digite nada.
Espere para falar com uma atendente.
Diga que é para se manifestar a favor do cancelamento,
previsto no Projeto de Lei n.º 5476.
Caso esta lei entre em vigor, você só pagará pelas ligações efetuadas,
acabando com esse roubo que é a assinatura mensal. Oprojeto já está tramitando na 'COMISSÃO DE DEFESA DO CONSUMIDOR',
na Câmara.
Tudo o que contraria os interesses corporativos não é divulgado
Appai -Benefício de Educação Continuada
Appai -Benefício de Educação Continuada
Próximas Palestras - Inscrições Abertas!
Linguagem Oral e Escrita
Objetivo: Discutir a relação entre língua oral e língua escrita, suas similaridades e diferenças; Apresentar as descobertas das neurociências no campo da leitura e da escrita; Compreender a natureza da leitura e da escrita em nível de palavras isoladas e no texto; Fornecer subsídios para a compreensão das dificuldades que possam surgir no processo.
Palestrante: Renata Mousinho - Doutora em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Mestre em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Especializada em Psicomotricidade pelo Institut Supérieur de Réeducation Psychomotrice/Paris; Graduada em Fonoaudiologia.
Data: 16/05/2008 – sexta-feira – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Relação Leitura x Escrita;
· Relação Língua Oral X Língua Escrita;
· Desenvolvimento da escrita na humanidade: Pressupostos sociointeracionistas, construtivistas e cognitivistas;
· Processamento de dupla rota – para leitura e para escrita;
· Hipótese do Déficit no Processamento Fonológico;
· Abordagem conexionista;
· Níveis lingüísticos na língua escrita;
· Tipos de leitor;
· Discurso escrito;
· Noção de texto, figura-fundo, coesão, coerência.
Potencialização Cognitiva: Instrumento de Aprendizagem Significativa!
Objetivo: Apresentar uma metodologia que facilite aos profissionais de Educação promover a potencialização da aprendizagem significativa.
Palestrante: Gleice Albuquerque Mattos – Graduada pela UFRJ em Letras – Português-Inglês; Licenciatura Plena - Faculdade de Educação da UFRJ. Pós-graduada em Potencialização Cognitiva pelo ICELP (International Center for the Enhancement of Learning Potential) de Israel. Níveis 1 e 2. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior pela Universidade Gama Filho;Teoria de Potencialização Cognitiva.
Data: 17/05/2008 – sábado – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· O Potencial de aprendizagem
· O que é Mediação Cognitiva
· Fatores indispensáveis para a aprendizagem
· O que é aprendizagem mediada
· Características de uma aula mediada
· Estratégias para possibilitar a aprendizagem significativa
· A arte de perguntar
· Relato de experiência bem-sucedida com Mediação Cognitiva
Dificuldades de Aprendizagem
Objetivo: Possibilitar aos profissionais de educação um contato com as variáveis que interferem no processo ensino-aprendizagem, levando-os a uma reflexão sobre as suas contribuições práticas, enquanto educadores, na identificação e diminuição desse problema.
Palestrante: Patrícia Lorena – Psicóloga Clínica; Mestranda em Educação Especial; Psicopedagoga; Professora da cadeira de Alfabetização do curso de Pedagogia.
Data: 29/05/2008 – quinta-feira – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· O que é Aprendizagem – Entendendo os conceitos de aprendizagem e dificuldades de aprendizagem;
· Conhecimento X Saber;
· Transtornos de aprendizagem;
· Distinção entre: Dificuldades de Aprendizagem / Dificuldades Escolares e Necessidades Educativas Especiais;
· Distúrbio de Aprendizagem (DA) como uma disfunção do Sistema Nervoso Central;
· As habilidades comprometidas na DA;
· Transtornos X dificuldades de aprendizagem;
· Qual o papel da psicopedagogia;
· Múltiplas inteligências – uma proposta inovadora para lidar com as dificuldades de aprendizagem;
· Habilidades sociais.
A Voz do Professor: Oficinas de Preservação da Saúde Vocal e Aprimoramento da Expressão Oral na Docência
Objetivo: Proporcionar ao professor conhecimentos gerais sobre os fatores de risco para a voz; informar sobre as medidas salutares para a manutenção da saúde vocal; vivenciar técnicas para aquecimento e desaquecimento vocal, bem como para o aprimoramento da expressão oral.
Palestrante: Ângela Garcia – Doutora em Fonoaudiologia pela Universidad Del Museo Social Argentino; professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro; atua na área de Prevenção e Tratamento das Alterações da Voz, com ênfase na voz profissional, saúde vocal, aprimoramento da comunicação oral, voz do professor e distúrbios de voz.
Data: 07/06/2008 – sábado – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Os profissionais da voz;
· A voz;
· Aparelho fonador;
· Ruídos no processo de ensino;
· Abusos e maus hábitos vocais;
· Queixas;
· Pregas e nódulos vocais;
· Cuidados com a voz;
· Exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal.
Vencendo a Violência nas Escolas
Objetivo: Propiciar aos diretores a oportunidade de entrar em contato com uma abordagem prática sobre o tema, estimulando a reflexão e o debate.
Palestrante: Waldir Romero – Pós-graduado em didática; especialista em Interdisciplinaridade na Educação, Educação de Jovens e Adultos, Psicanálise e Educação, Desenvolvimento de Gestores Educacionais, dentre outros; graduado em Educação Física, Pedagogia e Comunicação Social; diretor da "EMEF Com. Garcia D'Ávila" e coordenador do projeto " O Mundo do Conhecimento e o Conhecimento do Mundo"; possui experiência profissional efetivada em trabalhos como gestor e coordenador de projetos em comunidades.
Data: 05/06/2008 – quinta-feira – Horário: 13h30m às 17h
Programa:
· O que é violência;
· As nuances da violência urbana;
· Os fatores que interferem na problemática da violência nas escolas;
· Caso prático: Como vencer a violência nas escolas?
· A importância do sentido do pertencimento;
· A localização e as características da escola;
· Por onde começar;
· A Gestão Colegiada;
· A formação e integração dos profissionais;
· Apresentação de um projeto político pedagógico:
"O mundo do conhecimento e o conhecimento do mundo" ;
· Reflexões sobre o processo.
Conselho de Classe: Nossa Prática Em Questão
Objetivo: Apontar o Conselho de Classe como espaço privilegiado na organização do trabalho escolar no contexto atual.
Palestrante: Xênia Fróes Motta – Pós-Graduada em Psicopedagogia Diferencial: Diferenças na Aprendizagem – pela PUC/ RJ. Com Especialização em Docência Superior – PUC,RJ. Pedagoga com experiência em Docência, Administração Escolar e Supervisão Escolar.
Data: 12/06/2008 – quinta-feira – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Ao longo da história;
· Objetivo e função do conselho de classe;
· A prática no cotidiano do trabalho escolar;
· A Relação com a gestão democrática;
· Avaliação formativa e conselho de classe – O eixo central;
· Diferentes Possibilidades de organizar um conselho de classe
O Estresse do Professor
Objetivo: Conhecer o que é stress, identificá-lo em si mesmo e nos alunos, e aprender a lidar com o stress no dia-a-dia e no exercício da profissão acadêmica.
Palestrante: Lucia Novaes - Psicóloga; Mestre em Psicologia Clínica; Docente da UFRJ e Diretora Técnica do Centro Psicológico de Controle do Stress.
Data: 14/06/2008 - sábado / Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· O que é Estresse;
· Sintomas do Estresse;
· Fases e fontes do Estresse;
· O professor e o Estresse;
· Fontes comuns de Estresse do professor;
· Estressores Modernos;
· Tecnostress;
· conseqüências do Estresse;
· Controle do Estresse.
Educação Sexual – Construindo um Projeto de Educação/Orientação Sexual na Escola.
Objetivo: Capacitar professores de todas as disciplinas, através do debate teórico e dinâmicas de sensibilização, para o desenvolvimento de programas, projetos ou atividades pontuais de educação/orientação sexual na escola.
Palestrante: Rodrigo Rosistolato - Doutor em Ciências Humanas pela UFRJ; Mestre em Sociologia e Antroplogia; Professor da Uerj; Atualmente desenvolve projetos sobre os temas: Adolescência, gênero, sexualidade e Orientação sexual nas Escolas.
Data: 21/06/2008 - sábado / Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Educação Sexual X Orientação sexual;
· A Informação e a Sensibilização;
· O Bloco de conteúdos;
· A importância da elaboração do "contrato" com os alunos;
· Oficina: O Corpo e a experimentações das emoções;
· Relações de Gênero;
· Prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis.
Local das palestras: Appai - Auditório Francisco de Pinho Costa
Rua Senador Dantas, 117, Sobreloja 218 / Centro – Rio de Janeiro/RJ.
Inscrições:
Portal: www.appai.org.br/ciclo/form.asp /
e-mail: treinamento@appai.org.br
Telefones: Central de Atendimento – (21) 3983 3200
Setor de Treinamento – (21) 3147 3153
Próximas Palestras - Inscrições Abertas!
Linguagem Oral e Escrita
Objetivo: Discutir a relação entre língua oral e língua escrita, suas similaridades e diferenças; Apresentar as descobertas das neurociências no campo da leitura e da escrita; Compreender a natureza da leitura e da escrita em nível de palavras isoladas e no texto; Fornecer subsídios para a compreensão das dificuldades que possam surgir no processo.
Palestrante: Renata Mousinho - Doutora em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Mestre em Lingüística pela Universidade Federal do Rio de Janeiro; Especializada em Psicomotricidade pelo Institut Supérieur de Réeducation Psychomotrice/Paris; Graduada em Fonoaudiologia.
Data: 16/05/2008 – sexta-feira – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Relação Leitura x Escrita;
· Relação Língua Oral X Língua Escrita;
· Desenvolvimento da escrita na humanidade: Pressupostos sociointeracionistas, construtivistas e cognitivistas;
· Processamento de dupla rota – para leitura e para escrita;
· Hipótese do Déficit no Processamento Fonológico;
· Abordagem conexionista;
· Níveis lingüísticos na língua escrita;
· Tipos de leitor;
· Discurso escrito;
· Noção de texto, figura-fundo, coesão, coerência.
Potencialização Cognitiva: Instrumento de Aprendizagem Significativa!
Objetivo: Apresentar uma metodologia que facilite aos profissionais de Educação promover a potencialização da aprendizagem significativa.
Palestrante: Gleice Albuquerque Mattos – Graduada pela UFRJ em Letras – Português-Inglês; Licenciatura Plena - Faculdade de Educação da UFRJ. Pós-graduada em Potencialização Cognitiva pelo ICELP (International Center for the Enhancement of Learning Potential) de Israel. Níveis 1 e 2. Pós-graduada em Docência do Ensino Superior pela Universidade Gama Filho;Teoria de Potencialização Cognitiva.
Data: 17/05/2008 – sábado – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· O Potencial de aprendizagem
· O que é Mediação Cognitiva
· Fatores indispensáveis para a aprendizagem
· O que é aprendizagem mediada
· Características de uma aula mediada
· Estratégias para possibilitar a aprendizagem significativa
· A arte de perguntar
· Relato de experiência bem-sucedida com Mediação Cognitiva
Dificuldades de Aprendizagem
Objetivo: Possibilitar aos profissionais de educação um contato com as variáveis que interferem no processo ensino-aprendizagem, levando-os a uma reflexão sobre as suas contribuições práticas, enquanto educadores, na identificação e diminuição desse problema.
Palestrante: Patrícia Lorena – Psicóloga Clínica; Mestranda em Educação Especial; Psicopedagoga; Professora da cadeira de Alfabetização do curso de Pedagogia.
Data: 29/05/2008 – quinta-feira – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· O que é Aprendizagem – Entendendo os conceitos de aprendizagem e dificuldades de aprendizagem;
· Conhecimento X Saber;
· Transtornos de aprendizagem;
· Distinção entre: Dificuldades de Aprendizagem / Dificuldades Escolares e Necessidades Educativas Especiais;
· Distúrbio de Aprendizagem (DA) como uma disfunção do Sistema Nervoso Central;
· As habilidades comprometidas na DA;
· Transtornos X dificuldades de aprendizagem;
· Qual o papel da psicopedagogia;
· Múltiplas inteligências – uma proposta inovadora para lidar com as dificuldades de aprendizagem;
· Habilidades sociais.
A Voz do Professor: Oficinas de Preservação da Saúde Vocal e Aprimoramento da Expressão Oral na Docência
Objetivo: Proporcionar ao professor conhecimentos gerais sobre os fatores de risco para a voz; informar sobre as medidas salutares para a manutenção da saúde vocal; vivenciar técnicas para aquecimento e desaquecimento vocal, bem como para o aprimoramento da expressão oral.
Palestrante: Ângela Garcia – Doutora em Fonoaudiologia pela Universidad Del Museo Social Argentino; professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro; atua na área de Prevenção e Tratamento das Alterações da Voz, com ênfase na voz profissional, saúde vocal, aprimoramento da comunicação oral, voz do professor e distúrbios de voz.
Data: 07/06/2008 – sábado – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Os profissionais da voz;
· A voz;
· Aparelho fonador;
· Ruídos no processo de ensino;
· Abusos e maus hábitos vocais;
· Queixas;
· Pregas e nódulos vocais;
· Cuidados com a voz;
· Exercícios de aquecimento e desaquecimento vocal.
Vencendo a Violência nas Escolas
Objetivo: Propiciar aos diretores a oportunidade de entrar em contato com uma abordagem prática sobre o tema, estimulando a reflexão e o debate.
Palestrante: Waldir Romero – Pós-graduado em didática; especialista em Interdisciplinaridade na Educação, Educação de Jovens e Adultos, Psicanálise e Educação, Desenvolvimento de Gestores Educacionais, dentre outros; graduado em Educação Física, Pedagogia e Comunicação Social; diretor da "EMEF Com. Garcia D'Ávila" e coordenador do projeto " O Mundo do Conhecimento e o Conhecimento do Mundo"; possui experiência profissional efetivada em trabalhos como gestor e coordenador de projetos em comunidades.
Data: 05/06/2008 – quinta-feira – Horário: 13h30m às 17h
Programa:
· O que é violência;
· As nuances da violência urbana;
· Os fatores que interferem na problemática da violência nas escolas;
· Caso prático: Como vencer a violência nas escolas?
· A importância do sentido do pertencimento;
· A localização e as características da escola;
· Por onde começar;
· A Gestão Colegiada;
· A formação e integração dos profissionais;
· Apresentação de um projeto político pedagógico:
"O mundo do conhecimento e o conhecimento do mundo" ;
· Reflexões sobre o processo.
Conselho de Classe: Nossa Prática Em Questão
Objetivo: Apontar o Conselho de Classe como espaço privilegiado na organização do trabalho escolar no contexto atual.
Palestrante: Xênia Fróes Motta – Pós-Graduada em Psicopedagogia Diferencial: Diferenças na Aprendizagem – pela PUC/ RJ. Com Especialização em Docência Superior – PUC,RJ. Pedagoga com experiência em Docência, Administração Escolar e Supervisão Escolar.
Data: 12/06/2008 – quinta-feira – Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Ao longo da história;
· Objetivo e função do conselho de classe;
· A prática no cotidiano do trabalho escolar;
· A Relação com a gestão democrática;
· Avaliação formativa e conselho de classe – O eixo central;
· Diferentes Possibilidades de organizar um conselho de classe
O Estresse do Professor
Objetivo: Conhecer o que é stress, identificá-lo em si mesmo e nos alunos, e aprender a lidar com o stress no dia-a-dia e no exercício da profissão acadêmica.
Palestrante: Lucia Novaes - Psicóloga; Mestre em Psicologia Clínica; Docente da UFRJ e Diretora Técnica do Centro Psicológico de Controle do Stress.
Data: 14/06/2008 - sábado / Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· O que é Estresse;
· Sintomas do Estresse;
· Fases e fontes do Estresse;
· O professor e o Estresse;
· Fontes comuns de Estresse do professor;
· Estressores Modernos;
· Tecnostress;
· conseqüências do Estresse;
· Controle do Estresse.
Educação Sexual – Construindo um Projeto de Educação/Orientação Sexual na Escola.
Objetivo: Capacitar professores de todas as disciplinas, através do debate teórico e dinâmicas de sensibilização, para o desenvolvimento de programas, projetos ou atividades pontuais de educação/orientação sexual na escola.
Palestrante: Rodrigo Rosistolato - Doutor em Ciências Humanas pela UFRJ; Mestre em Sociologia e Antroplogia; Professor da Uerj; Atualmente desenvolve projetos sobre os temas: Adolescência, gênero, sexualidade e Orientação sexual nas Escolas.
Data: 21/06/2008 - sábado / Horário: 9h às 12h30m
Programa:
· Educação Sexual X Orientação sexual;
· A Informação e a Sensibilização;
· O Bloco de conteúdos;
· A importância da elaboração do "contrato" com os alunos;
· Oficina: O Corpo e a experimentações das emoções;
· Relações de Gênero;
· Prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis.
Local das palestras: Appai - Auditório Francisco de Pinho Costa
Rua Senador Dantas, 117, Sobreloja 218 / Centro – Rio de Janeiro/RJ.
Inscrições:
Portal: www.appai.org.br/ciclo/form.asp /
e-mail: treinamento@appai.org.br
Telefones: Central de Atendimento – (21) 3983 3200
Setor de Treinamento – (21) 3147 3153
FOLHA: QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ
fonte:http://www.blogentrelinhas.blogspot.com/
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Folha: quem te viu, quem te vê...
O que vai abaixo é uma grande sacada do blogueiro Luís Favre. Vale a pena ler na íntegra, embora longo. Em resumo, é o seguinte: a ponte inaugurada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), iniciada na gestão Marta Suplicy (PT), foi condenada e espinafrada em editorial pela Folha de S. Paulo, na época em que Marta apresentou o projeto. O mundo gira, a lusitana roda: anos depois, a mesmíssima ponte ganhou o nome de Octávio Frias de Oliveira e mereceu todos os aplausos do jornal. Como se vê, coerência é tudo!
Ponte da Marta: recordar e viver
José Serra e Gilberto Kassab batizaram a ponte estaiada com o nome do dono e falecido fundador da Folha de São Paulo, Octavio Frias. Uma bela e justa homenagem a um jornalista respeitado. Como lembrou sua filha "Uma ponte é sempre a promessa de um encontro, de uma reunião, de uma convergência. Nesse sentido, o batismo dessa obra é uma homenagem apropriada para quem conheceu Octavio Frias de Oliveira. Meu pai era um homem de diálogo, que gostava de aproximar as pessoas umas das outras, que gostava de promover a reunião de pontos de vista diferentes. Ele próprio foi a ponte do que muitas pessoas eram para o que viriam a ser".
Na festa da inauguração, onde foi convidado o ex-prefeito Paulo Maluf e não foi convidada a Ministra de Turismo Marta Suplicy, os discursos destacaram a importância da ponte para aliviar o trânsito, a sua beleza arquitetônica e a elegeram em coro o novo cartão postal da cidade.
Para José Serra "ela é um novo marco" para São Paulo. A Folha deu ampla cobertura ao evento destacando que "é a única no mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem".
Ela é capa da Folha de hoje com uma linda foto legendada
Em um dos artigos sobre a ponte, a Folha explica: "é a maior obra do governo do democrata Gilberto Kassab.
Ela foi concebida para desafogar o tráfego na marginal, fazer a ligação com a rodovia dos Imigrantes e se tornar um cartão-postal da cidade, com custo final de R$ 260 milhões. O arquiteto responsável é João Valente Filho.
A ponte pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única.
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º. Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o "x" central que sustenta os estais.
A obra faz parte do complexo viário Real Parque e, segundo a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), vai reduzir em até 45 minutos o tempo de viagem do motorista que usa a marginal para chegar a bairros da zona sul da cidade."
Com tamanho entusiasmo, a Folha acabou esquecendo que a obra foi projetada como parte da operação urbana Água Espraiada pela administração Marta Suplicy (que estranhamente é citada quando a Folha fala do valor pago por Kassab pela obra). A Folha também esqueceu que em relação ao conjunto do projeto, que além da ponte incluía a construção de 8.500 moradias populares para as favelas do entorno, assim como a junção com a Imigrantes, desafogando a Av Bandeirante, só a ponte foi concluída após 4 anos da atual gestão. E a justiça teve que intervir para que os moradores da favela Real Parque não fossem despejados sem qualquer moradia, pela administração Kassab.
Esqueceram também de lembrar que orçada em R$147 milhões ela acabou custando o dobro e por ficar parada durante quase três anos, a prefeitura teve que pagar multa.
Em grande parte custeada pela venda do CEPAC, criado pela administração Marta Suplicy para arrecadar dinheiro sem utilizar o orçamento da cidade, a ponte é hoje sem dúvida um orgulho para todos.
Vale a pena ler os artigos a seguir, disponíveis na Folha online e apreciar as fotos da belezura entregue à cidade.
Aproveitem também para reler o editorial da Folha de São Paulo do 13 de maio de 2005, exatamente três anos antes da Ponte ser inaugurada. Ele figura no final desta nota.
Marta Suplicy mostrou-se visionária e determinada para vencer mais este desafio. Hoje estão extasiados e são unânimes em aplaudir. Quando leiam o editorial em questão verão que é só uma forma do "esqueçam o que eu escrevi".
Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira
da Folha de S.Paulo
Pontes são uma seara vasta e dinâmica para o mundo dos recordes, em que a ponte Octavio Frias de Oliveira, inaugurada neste sábado (10), também passa a figurar. Ela é a única do mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem, fazendo com que os cabos se entrelacem, e conta com o maior ângulo entre estaiadas, de 60º.
Por conta disso, a equipe responsável pela obra tem apresentado o projeto em alguns dos maiores congressos internacionais sobre pontes.
da Folha de S.Paulo
A ponte Octavio Frias de Oliveira pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única. Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º.
Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o 'x' central que sustenta os estais -estai é um termo náutico que denomina o cabo que segura a vela de um barco. Nascido de uma necessidade de engenharia, a forma foi aproveitada pelo arquiteto João Valente para marcar o visual da ponte.
A sobreposição de duas plataformas estaiadas também nunca havia sido feita. "Essa [ponte] foi complicadíssima do ponto de vista geométrico, porque os cabos não poderiam cruzar uns com os outros", diz um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, Augusto Carlos de Vasconcelos, da Divisão de Estrutura do Instituto de Engenharia e autor de "Pontes brasileiras: Viadutos e Passarelas Notáveis" (ed. Pini).
De acordo com Ribeiro, a execução foi como um bordado. As pontes sobrepostas tinham de ser construídas simultaneamente, para que uma contrabalanceasse a outra.
Por conta disso, o processo de construção também foi único: não era possível usar o rio nem as marginais para fazer o escoramento. Assim, a evolução das duas pontes ocorreu ao mesmo tempo.
Segundo Vasconcelos, as pontes estaiadas são uma evolução das pontes pênseis (ou suspensas), e a possibilidade de serem construídas parte por parte permite que a obra seja mais rápida e econômica.
"É muito mais difícil de ser calculada, mas, por outro lado, muito mais fácil de ser concluída",
afirmou ele.
São Paulo, sexta-feira, 13 de maio de 2005
EDITORIAL FOLHA DE SÃO PAULO
PROJETO EXTRAVAGANTE
É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.
A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.
É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.
Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.
Segunda-feira, 12 de Maio de 2008
Folha: quem te viu, quem te vê...
O que vai abaixo é uma grande sacada do blogueiro Luís Favre. Vale a pena ler na íntegra, embora longo. Em resumo, é o seguinte: a ponte inaugurada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), iniciada na gestão Marta Suplicy (PT), foi condenada e espinafrada em editorial pela Folha de S. Paulo, na época em que Marta apresentou o projeto. O mundo gira, a lusitana roda: anos depois, a mesmíssima ponte ganhou o nome de Octávio Frias de Oliveira e mereceu todos os aplausos do jornal. Como se vê, coerência é tudo!
Ponte da Marta: recordar e viver
José Serra e Gilberto Kassab batizaram a ponte estaiada com o nome do dono e falecido fundador da Folha de São Paulo, Octavio Frias. Uma bela e justa homenagem a um jornalista respeitado. Como lembrou sua filha "Uma ponte é sempre a promessa de um encontro, de uma reunião, de uma convergência. Nesse sentido, o batismo dessa obra é uma homenagem apropriada para quem conheceu Octavio Frias de Oliveira. Meu pai era um homem de diálogo, que gostava de aproximar as pessoas umas das outras, que gostava de promover a reunião de pontos de vista diferentes. Ele próprio foi a ponte do que muitas pessoas eram para o que viriam a ser".
Na festa da inauguração, onde foi convidado o ex-prefeito Paulo Maluf e não foi convidada a Ministra de Turismo Marta Suplicy, os discursos destacaram a importância da ponte para aliviar o trânsito, a sua beleza arquitetônica e a elegeram em coro o novo cartão postal da cidade.
Para José Serra "ela é um novo marco" para São Paulo. A Folha deu ampla cobertura ao evento destacando que "é a única no mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem".
Ela é capa da Folha de hoje com uma linda foto legendada
Em um dos artigos sobre a ponte, a Folha explica: "é a maior obra do governo do democrata Gilberto Kassab.
Ela foi concebida para desafogar o tráfego na marginal, fazer a ligação com a rodovia dos Imigrantes e se tornar um cartão-postal da cidade, com custo final de R$ 260 milhões. O arquiteto responsável é João Valente Filho.
A ponte pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única.
Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º. Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o "x" central que sustenta os estais.
A obra faz parte do complexo viário Real Parque e, segundo a Emurb (Empresa Municipal de Urbanização), vai reduzir em até 45 minutos o tempo de viagem do motorista que usa a marginal para chegar a bairros da zona sul da cidade."
Com tamanho entusiasmo, a Folha acabou esquecendo que a obra foi projetada como parte da operação urbana Água Espraiada pela administração Marta Suplicy (que estranhamente é citada quando a Folha fala do valor pago por Kassab pela obra). A Folha também esqueceu que em relação ao conjunto do projeto, que além da ponte incluía a construção de 8.500 moradias populares para as favelas do entorno, assim como a junção com a Imigrantes, desafogando a Av Bandeirante, só a ponte foi concluída após 4 anos da atual gestão. E a justiça teve que intervir para que os moradores da favela Real Parque não fossem despejados sem qualquer moradia, pela administração Kassab.
Esqueceram também de lembrar que orçada em R$147 milhões ela acabou custando o dobro e por ficar parada durante quase três anos, a prefeitura teve que pagar multa.
Em grande parte custeada pela venda do CEPAC, criado pela administração Marta Suplicy para arrecadar dinheiro sem utilizar o orçamento da cidade, a ponte é hoje sem dúvida um orgulho para todos.
Vale a pena ler os artigos a seguir, disponíveis na Folha online e apreciar as fotos da belezura entregue à cidade.
Aproveitem também para reler o editorial da Folha de São Paulo do 13 de maio de 2005, exatamente três anos antes da Ponte ser inaugurada. Ele figura no final desta nota.
Marta Suplicy mostrou-se visionária e determinada para vencer mais este desafio. Hoje estão extasiados e são unânimes em aplaudir. Quando leiam o editorial em questão verão que é só uma forma do "esqueçam o que eu escrevi".
Ponte Estaiada Octavio Frias de Oliveira
da Folha de S.Paulo
Pontes são uma seara vasta e dinâmica para o mundo dos recordes, em que a ponte Octavio Frias de Oliveira, inaugurada neste sábado (10), também passa a figurar. Ela é a única do mundo em que duas plataformas estaiadas se sobrepõem, fazendo com que os cabos se entrelacem, e conta com o maior ângulo entre estaiadas, de 60º.
Por conta disso, a equipe responsável pela obra tem apresentado o projeto em alguns dos maiores congressos internacionais sobre pontes.
da Folha de S.Paulo
A ponte Octavio Frias de Oliveira pode se tornar um dos cartões-postais da cidade de São Paulo não só por suas luzes mutantes, mas por quatro aspectos de engenharia que a fazem única. Segundo o engenheiro responsável pela obra, Catão Francisco Ribeiro, o ângulo de 60º, que faz com que a travessia ocorra em curva, é o maior entre as estaiadas do mundo, que costumam ter de 10º a 15º.
Outro aspecto inédito é o formato do mastro, o 'x' central que sustenta os estais -estai é um termo náutico que denomina o cabo que segura a vela de um barco. Nascido de uma necessidade de engenharia, a forma foi aproveitada pelo arquiteto João Valente para marcar o visual da ponte.
A sobreposição de duas plataformas estaiadas também nunca havia sido feita. "Essa [ponte] foi complicadíssima do ponto de vista geométrico, porque os cabos não poderiam cruzar uns com os outros", diz um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, Augusto Carlos de Vasconcelos, da Divisão de Estrutura do Instituto de Engenharia e autor de "Pontes brasileiras: Viadutos e Passarelas Notáveis" (ed. Pini).
De acordo com Ribeiro, a execução foi como um bordado. As pontes sobrepostas tinham de ser construídas simultaneamente, para que uma contrabalanceasse a outra.
Por conta disso, o processo de construção também foi único: não era possível usar o rio nem as marginais para fazer o escoramento. Assim, a evolução das duas pontes ocorreu ao mesmo tempo.
Segundo Vasconcelos, as pontes estaiadas são uma evolução das pontes pênseis (ou suspensas), e a possibilidade de serem construídas parte por parte permite que a obra seja mais rápida e econômica.
"É muito mais difícil de ser calculada, mas, por outro lado, muito mais fácil de ser concluída",
afirmou ele.
São Paulo, sexta-feira, 13 de maio de 2005
EDITORIAL FOLHA DE SÃO PAULO
PROJETO EXTRAVAGANTE
É acertada a decisão do prefeito José Serra (PSDB) de retomar as obras que ligam as avenidas Jornalista Roberto Marinho (antiga Água Espraiada) e a marginal Pinheiros, deixando de lado a construção de duas pontes sobre o rio Pinheiros, na zona sul da cidade, previstas no projeto original aprovado pela administração da ex-prefeita Marta Suplicy. A justificativa apresentada por José Serra é que a construção dessas pontes estaiadas (suspensas por cabos de aço) encareceria desnecessariamente a obra.
A cautela e a mudança do projeto original são procedentes. Com as pontes endossadas por Marta, toda a empreitada custaria nada menos que R$ 147 milhões. Sem elas, o custo total -que inclui outras alterações na malha viária, além da construção das alças- cai para R$ 85 milhões.
É duvidoso, ademais, que a venda em leilões dos Cepacs (Certificados de Potencial Adicional de Construção), títulos que dão direito de construir além dos limites estabelecidos em certas áreas da cidade, possa gerar recursos suficientes para arcar com as despesas previstas inicialmente no projeto. No ano passado, os leilões desses papéis, realizados para angariar fundos para a construção das pontes, não conseguiram amealhar mais do que R$ 35 milhões, soma muito aquém da estimada para a conclusão das obras.
Além de cara, a construção dessas pontes suspensas está longe de ser uma prioridade para aquela área da cidade. A ligação da avenida Roberto Marinho com a marginal Pinheiros pode continuar a ser feita, sem maiores transtornos, através de duas outras pontes já existentes a apenas 800 metros do local. Essa circunstância, aliás, torna ainda mais extravagante -e suspeito- o projeto deixado pela gestão petista, para o qual, até aqui, não foram apresentadas justificativas convincentes.
Exibição gratuita do documentário HIATO
Caríssimos,
Convido a todos para a exibição do documentário de curta-metragem "HIATO", do aluno-diretor Vladimir Seixas, da escola de Cinema Darcy Ribeiro. O curta fala sobre a ocupação que houve no Shopping Rio Sul, em 2000, pelos sem-teto e trás à tona discussões sobre preconceito, conscientização popular e uma série de outras questões que o circuito comercial não aborda de maneira tão direta.
Trailer do filme: http://br.youtube.com/watch?v=Bx9IFsjhIfs
Serviço Completo:
Entrada Gratuita.
Dia: 25 de
maio de 2008 - DOMINGO;
Hora: 9:00 horas da manhã;
Local: ODEONBR - Cinelândia - Rio de Janeiro-RJ.
VAMOS OCUPAR O CINEMA!!!
DIVULGUE PARA OS AMIGOS.
Abraços!
Priscilla Reis
Convido a todos para a exibição do documentário de curta-metragem "HIATO", do aluno-diretor Vladimir Seixas, da escola de Cinema Darcy Ribeiro. O curta fala sobre a ocupação que houve no Shopping Rio Sul, em 2000, pelos sem-teto e trás à tona discussões sobre preconceito, conscientização popular e uma série de outras questões que o circuito comercial não aborda de maneira tão direta.
Trailer do filme: http://br.youtube.com/watch?v=Bx9IFsjhIfs
Serviço Completo:
Entrada Gratuita.
Dia: 25 de
maio de 2008 - DOMINGO;
Hora: 9:00 horas da manhã;
Local: ODEONBR - Cinelândia - Rio de Janeiro-RJ.
VAMOS OCUPAR O CINEMA!!!
DIVULGUE PARA OS AMIGOS.
Abraços!
Priscilla Reis
Brasil gasta 57% do "mínimo" recomendado para ensino médio
Embora a matéria tenha uma orientação economicista, é importante conhecermos os números. Claro que a qualidade do ensino não está atrelada apenas aos investimentos financeiros, mas sem as condições materiais para o pleno funcionamento da escola e a digna remuneração dos profissionais da educação, tal qualidade fica prejudicada.Boa leitura.
08/05/2008 - 09h00 Brasil gasta 57% do "mínimo" recomendado para ensino médio, diz estudo Bruno Aragaki Em São Paulo ·
Governo investe menos que o necessário por aluno. ComenteNo Brasil, o valor gasto por aluno na rede pública não é suficiente para custear recursos mínimos para as escolas - como bibliotecas, professores com ensino superior e material didático. A falta de dinheiro na educação foi traduzida em cifras por pesquisadores brasileiros em parceria com as organizações internacionais Unicef, ActionAid e Save the Children.Segundo o índice CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), a estrutura básica para o ensino médio custaria, em 2005 - ano utilizado como base para o estudo - R$ 1.645 anuais. No entanto, o país gastou 57% desse valor - R$ 939 - em 2004, dado mais recente fornecido pelo órgão. Nesse caso, o déficit chega a 75%.Gasto por aluno no Brasil 1ª à 4ª R$ 1.359 R$ 1.618 5ª à 8ª R$ 1.374 R$ 1.591 Médio R$ 939 R$ 1.645 1Dados do MEC, para 2004 Nível Investido1 Recomendado Já nas outras séries, cai a distância entre o valor mínimo recomendado pelo estudo e o praticado no país em 2004. No ensino fundamental 1 (1ª a 4ª séries), o CAQi é R$ 1.618, enquanto o país gasta R$ 1.359; para o fundamental 2, o valor mínimo sugerido era de R$ 1.591, e o gasto por aluno foi de R$ 1.374.Custo para qualidade "mínima"Entre 2002 e 2007, os especialistas em educação Denise Carreira e José Marcelino Rezende Pinto coordenaram um levantamento para definir todos os gastos que uma escola tem por aluno - desde material de limpeza até salários de funcionários e professores. Batizado de "Custo Aluno-Qualidade Inicial", esse cálculo serviria de base para a formulação de políticas públicas. A proposta dos pesquisadores é tornar o CAQi o valor mínimo estabelecido em lei para o ensino público do país. "O objetivo inicial era calcular uma escola ideal. Mas os valores seriam muito altos, e teríamos só mais uma proposta difícil de colocar em prática. Então, optamos por projetar escolas com o mínimo de qualidade e estrutura", diz Carreira, que é pesquisadora da ONG Ação Educativa.A escola "mínima" projetada pelos pesquisadores tem laboratórios de ciências e de informática, biblioteca e turnos de cinco horas por dia (a maioria das crianças brasileiras passam na escola apenas o tempo mínimo exigido por lei, quatro horas).Dados do Censo Escolar 2006 mostram que 73% das escolas de ensino fundamental no país não têm bibliotecas e apenas 28% têm quadra poliesportiva.Investimento abaixo do necessárioEm estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne 34 países desenvolvidos e emergentes como Turquia, México e Chile, o Brasil é o que menos investe por aluno.Segundo Rezende Pinto, professor de Educação da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, para que os estudantes brasileiros tenham o "básico", "é necessário destinar à educação 1% a mais do PIB (Produto Interno Bruto) nacional".O país destinou 4% do PIB para o setor, em 2004, segundo o MEC. Por meio de assessoria de imprensa, o MEC informou que "não comenta esse tipo de estudo", mas que "concorda que o investimento feito por aluno está abaixo do necessário". "Tanto que o ministro Fernando Haddad pede, reiteradamente, aumento de repasse do PIB para a educação", segundo a assessoria.
08/05/2008 - 09h00 Brasil gasta 57% do "mínimo" recomendado para ensino médio, diz estudo Bruno Aragaki Em São Paulo ·
Governo investe menos que o necessário por aluno. ComenteNo Brasil, o valor gasto por aluno na rede pública não é suficiente para custear recursos mínimos para as escolas - como bibliotecas, professores com ensino superior e material didático. A falta de dinheiro na educação foi traduzida em cifras por pesquisadores brasileiros em parceria com as organizações internacionais Unicef, ActionAid e Save the Children.Segundo o índice CAQi (Custo Aluno Qualidade Inicial), a estrutura básica para o ensino médio custaria, em 2005 - ano utilizado como base para o estudo - R$ 1.645 anuais. No entanto, o país gastou 57% desse valor - R$ 939 - em 2004, dado mais recente fornecido pelo órgão. Nesse caso, o déficit chega a 75%.Gasto por aluno no Brasil 1ª à 4ª R$ 1.359 R$ 1.618 5ª à 8ª R$ 1.374 R$ 1.591 Médio R$ 939 R$ 1.645 1Dados do MEC, para 2004 Nível Investido1 Recomendado Já nas outras séries, cai a distância entre o valor mínimo recomendado pelo estudo e o praticado no país em 2004. No ensino fundamental 1 (1ª a 4ª séries), o CAQi é R$ 1.618, enquanto o país gasta R$ 1.359; para o fundamental 2, o valor mínimo sugerido era de R$ 1.591, e o gasto por aluno foi de R$ 1.374.Custo para qualidade "mínima"Entre 2002 e 2007, os especialistas em educação Denise Carreira e José Marcelino Rezende Pinto coordenaram um levantamento para definir todos os gastos que uma escola tem por aluno - desde material de limpeza até salários de funcionários e professores. Batizado de "Custo Aluno-Qualidade Inicial", esse cálculo serviria de base para a formulação de políticas públicas. A proposta dos pesquisadores é tornar o CAQi o valor mínimo estabelecido em lei para o ensino público do país. "O objetivo inicial era calcular uma escola ideal. Mas os valores seriam muito altos, e teríamos só mais uma proposta difícil de colocar em prática. Então, optamos por projetar escolas com o mínimo de qualidade e estrutura", diz Carreira, que é pesquisadora da ONG Ação Educativa.A escola "mínima" projetada pelos pesquisadores tem laboratórios de ciências e de informática, biblioteca e turnos de cinco horas por dia (a maioria das crianças brasileiras passam na escola apenas o tempo mínimo exigido por lei, quatro horas).Dados do Censo Escolar 2006 mostram que 73% das escolas de ensino fundamental no país não têm bibliotecas e apenas 28% têm quadra poliesportiva.Investimento abaixo do necessárioEm estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), que reúne 34 países desenvolvidos e emergentes como Turquia, México e Chile, o Brasil é o que menos investe por aluno.Segundo Rezende Pinto, professor de Educação da USP (Universidade de São Paulo) em Ribeirão Preto, para que os estudantes brasileiros tenham o "básico", "é necessário destinar à educação 1% a mais do PIB (Produto Interno Bruto) nacional".O país destinou 4% do PIB para o setor, em 2004, segundo o MEC. Por meio de assessoria de imprensa, o MEC informou que "não comenta esse tipo de estudo", mas que "concorda que o investimento feito por aluno está abaixo do necessário". "Tanto que o ministro Fernando Haddad pede, reiteradamente, aumento de repasse do PIB para a educação", segundo a assessoria.
BANCO SANTANDER SELECIONA PROJETOS
O Banco Santander por meio da área de Responsabilidade Social, esta selecionando, projetos para integrem o Programa Parceiros em Ação.
Prazos e Etapas de Seleção 2008
» Entrega de projetos: 14/04/2008 a 13/06/2008;
» Triagem dos projetos de acordo com o foco e critérios de seleção: 16/06/2008 a 15/08/2008;
» Análise das propostas elegíveis: 18/08/2008 a 19/09/2008;» Divulgação dos resultados: A partir de 06/10/2008; Prazos e Etapas de Seleção 2008 » Entrega de projetos: 14/04/2008 a 13/06/2008;
» Triagem dos projetos de acordo com o foco e critérios de seleção: 16/06/2008 a 15/08/2008;
» Análise das propostas elegíveis: 18/08/2008 a 19/09/2008;
» Divulgação dos resultados: A partir de 06/10/2008.
O programa selecionará 10 iniciativas inovadoras anualmente que tenham como objetivo o acesso ao ensino superior e beneficiem o público adolescente, jovem e/ou universitário.
Podem participar do processo de seleção realizado pela Organizações Não Governamentais, Associações e Organizações Sociais de Interesse Público (OSCIP), todas sem fins lucrativos, que atendam os seguintes critérios:
a-) Existência legal de pelo menos um ano;
b-) Documentação que comprove a sua existência;
c-) Situação administrativa e financeira regular;
d-) Localização em todas as regiões do Brasil com o desenvolvimento do projeto em uma cidade na qual o Santander possua atividade;
e-) Envio da proposta de acordo com o formulário padrão, acompanhado de orçamento e documentação da instituição;
g-) Envio da projeto dentro do prazo limite de recebimento;
f-) Iniciativas de até R$ 60 mil (sessenta mil reais) e que sejam desenvolvidas pelo período de até 12 (doze) meses.
Mais informações no sítio http://www.santande r.com.br/ portal/rs/ script/Responsab ilidadeSocial. do
Prazos e Etapas de Seleção 2008
» Entrega de projetos: 14/04/2008 a 13/06/2008;
» Triagem dos projetos de acordo com o foco e critérios de seleção: 16/06/2008 a 15/08/2008;
» Análise das propostas elegíveis: 18/08/2008 a 19/09/2008;» Divulgação dos resultados: A partir de 06/10/2008; Prazos e Etapas de Seleção 2008 » Entrega de projetos: 14/04/2008 a 13/06/2008;
» Triagem dos projetos de acordo com o foco e critérios de seleção: 16/06/2008 a 15/08/2008;
» Análise das propostas elegíveis: 18/08/2008 a 19/09/2008;
» Divulgação dos resultados: A partir de 06/10/2008.
O programa selecionará 10 iniciativas inovadoras anualmente que tenham como objetivo o acesso ao ensino superior e beneficiem o público adolescente, jovem e/ou universitário.
Podem participar do processo de seleção realizado pela Organizações Não Governamentais, Associações e Organizações Sociais de Interesse Público (OSCIP), todas sem fins lucrativos, que atendam os seguintes critérios:
a-) Existência legal de pelo menos um ano;
b-) Documentação que comprove a sua existência;
c-) Situação administrativa e financeira regular;
d-) Localização em todas as regiões do Brasil com o desenvolvimento do projeto em uma cidade na qual o Santander possua atividade;
e-) Envio da proposta de acordo com o formulário padrão, acompanhado de orçamento e documentação da instituição;
g-) Envio da projeto dentro do prazo limite de recebimento;
f-) Iniciativas de até R$ 60 mil (sessenta mil reais) e que sejam desenvolvidas pelo período de até 12 (doze) meses.
Mais informações no sítio http://www.santande r.com.br/ portal/rs/ script/Responsab ilidadeSocial. do
RAÇA, RACISMO, IDENTIDADE E ETNIA
O tema “raça e racismo” continua sendo um dos mais inadequadamente abordadosp or escolas, universidades, governos, religiões, meios de comunicação e até movimentos sociais, o que colabora para que o preconceito se perpetue.O artigo “Uma abordagem conceitual das noções de raça, racismo, identidade e etnia”, escrito pelo antropólogo africano e professor da USP Kabengele Munanga enfoca a questão de forma bastante clara e merece ser lido. Está disponível no link:http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/09abordagem.pdf
As veias abertas, a dependência e a geografia da fome na América Latina
Os brasileiros Rui Mauro Marini e Josué de Castro e o uruguaio Eduardo Galeano nos dão, juntos, uma bela síntese do que fomos, somos e podemos ser: Os brasileiros Rui Mauro Marini e Josué de Castro e o uruguaio Eduardo Galeano nos dão, juntos, uma bela síntese do que fomos, somos e podemos ser
Em 1970, o uruguaio Eduardo Galeano, terminava de escrever um dos maisdeliciosos e profundos livros sobre nosso continente: As veias abertas daAmérica Latina.Entre as várias argumentações desenvolvidas por ele, estava a constatação deque a América Latina era o território escravizado pelos EUA em seu afã deseguir hegemônico no cenário imperialista mundial.Galeano explica, como Josué de Castro o havia feito há alguns anos, em seulivro Geografia da Fome, que o subdesenvolvimento não podia ser entendidofora da lógica geral de funcionamento do modo de produção capitalista. Diziao autor: "nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossariqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dosoutros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial eneo-colonial, o outro se transforma em sucata e os alimentos se convertem emveneno."Contemporâneo de Galeano, Marini, um mestre e tanto, que como os outros nãoseparava teoria de ação revolucionária, nem prática de reflexão concretasobre o real e o possível dentro do real de ser transformado, escrevia nadialética da dependência, que o resultado do desenvolvimento capitalistaseria a miséria de nossos povos.Nos ensinam esses mestres, que a característica histórica da América Latinafoi, e é, a de ter suas riquezas naturais, energéticas e vitais (a partir dopulsar da força de trabalho que habita na continente), apropriadasprivadamente pelos detentores hegemônicos do modo de produção-acumulaçãocapitalista central. Esse servir, baseado na perda do que é próprio, sesustenta nos históricos vínculos de dependência e subordinação centrados nopoder dos países hegemônicos sobre a periferia.Os dados atuais (CEPAL) da América Latina nos mostram não só o quanto vemsofrendo ao longo da história a maior parte de nossos sujeitos-sujeitadospelo capital, mas, também, o terreno fértil da continuada superexploração dotrabalho no continente. Um mecanismo que nos anos 40-60 era particular docontinente e que agora evidencia sua projeção global.América Latina faz escola na reprodução ampliada da lógica animal docapital, cujos donos irracionais vivem bem, porque sujeitam muitos a viveremmal. É do roubo do tempo que falamos. Cada vez mais, o capital global, roubamais tempo, ao pagar menos salários e quebrar todos os direitostrabalhistas, como forma de não romper seu circulo vicioso da riquezacentrado na pobreza da condição humana.Esse mecanismo de extrair sobre-trabalho do mesmo tempo de trabalho deoutros sujeitos em outras partes do mundo, foi a característica particularencontrada pelo capitalismo periférico para compensar suas perdas nosmercados mundiais, cujo centro de produção de valor e de preço de mercadoestava nas mãos de capitalistas centrais, mais poderosos que os latinos.Enquanto os trabalhadores centrais eram considerados consumidores, uma vezque a produção tinha como vínculo o consumo-mercado interno e externo, ostrabalhadores da periferia, como nós os latinos, não eram consumidoresdiretos dos bens produzidos, uma vez que o objetivo central do capitallatino era, e é, produzir para exportar.Essa diferença do modo de funcionamento da produção e da circulação demercadorias foi o que permitiu uma forma particular de acumulação privada docapital latino, frente à sua forma geral de funcionamento mundial.É por meio da economia política que Marini nos ensina o quanto a AméricaLatina por ser rica tinha sua desgraça centrada na debilidade política.Elemento que a faria ser pobre nas condições objetivas de realização dasobrevivência de sua população, dado o poder hegemônico dos países centraisem ditar as regras (inter)nacionais das relações econômicas mundiais.Como Galeano e Marini, Josué de Castro também reforçava o fato de que osubdesenvolvimento é o resultado de um processo de desenvolvimento centradonos grandes, a partir das múltiplas formas de roubo de nossas riquezas.América Latina sem identificação soberana e autônoma consigo mesma, frente àhegemonia dos centros.Dizia o mestre Josué: "O subdesenvolvimento não é, como muitos pensamequivocadamente, insuficiência ou ausência de desenvolvimento. Osubdesenvolvimento é um produto ou um subproduto do desenvolvimento, umaderivação inevitável da exploração econômica colonial ou neocolonial, quecontinua se exercendo sobre diversas regiões do planeta".Essas veias abertas que fazem com o que o capital avance na intensificaçãoda exploração do trabalho e da apropriação privada dos recursos naturais denossa América, chega no século XXI, com suas marcas visíveis sobre o corpodos povos latinos.Atualmente somos 580 milhões de latino-americanos (em 2010 seremos 594milhões). 79,1% desta população vive nas cidades (458 milhões) e 120 milhõesvivem na área rural. Destes, 35,1% vivem em situação de pobreza. Outros 12,7% vivem em situação de indigência (miséria absoluta). Estamos falando de umtotal de 203 milhões de pobres e 73 milhões de indigentes.Um destaque importante é relativo ao nível da pobreza e indigência dapopulação rural latino-americana. Quando comparados os números com a médiatotal da população vemos que a pobreza chega a 53,6% e a indigência englobaum total de 28,7% de nossa população camponesa.Somos um número expressivo de marginais em um território rico. Os condenadosda terra, não por desígnios divinos, mas por ordens animalescas advindas deexpropriadores privados das riquezas soberanas, autônomas, que por mais quenos pertençam, ainda não são nossas. Falamos de um total de 276 milhões depessoas vivendo em situações marginais num continente que permanece, apóslongos séculos de exploração e expropriação, rico em recursos e pobre nopoder de distribuição para si mesmo, e seus sujeitos, desta riqueza.O imperialismo encontra na América Latina, um terreno fértil de reproduçãode suas mazelas político-econômico-ideológicas: o subimperialismo. Acapacidade de reproduzir, a partir do mando dos países centrais, a mesmalógica perversa de apropriação, via Estados soberanos nacionais, dasriquezas dos países politicamente mais débeis do continente, a partir dopoder das economias mais fortes. Um círculo vicioso da pobreza capitalista,centrada na acumulação da riqueza de nossos bens. Os Estados centrais, emparceria com os Estados latinos, roubando em nome do capital, os recursos donosso território e jogando à mendicância parte expressiva de nossostrabalhadores, povos autônomos, seres para si, fora de si mesmos, em seucontinente.Em 2010, 276 milhões constituirão a PEA, distribuída entre 163 milhões dehomens e 113 milhões de mulheres em idade produtiva para estar incluída nosetor formal da economia. Entre estes, teremos um total de 202 milhões dejovens com 15 a 34 anos de idade. Destes jovens, 100 milhões são homens eoutros 102 milhões são mulheres. A população juvenil latina corresponde a33,9% da população total e 73,9% da população apta a trabalhar.Ao pensar as características da superexploração na América Latina hoje,temos que ver quanto o capital, a partir dessa expressiva quantidade dejovens (homens e mulheres e entre eles a distinção de etnias/raças), contacom um terreno fértil de apropriação privada das riquezas a partir daintensificação da exploração do trabalho.Todos estes três autores discutiram o texto-contexto latino, a partir dograu de desenvolvimento das forças produtivas capitalistas na América Latinae da participação desta no mundo do capital. Esses mestres eram implacáveisao dizer que a única saída possível era, e é o socialismo, rumo aocomunismo.Josué de Castro sustentava que sem violência não era possível frear aviolenta ação capitalista. Marini dizia que a revolução não deveria serpensada a partir das táticas viáveis do reformismo desenvolvimentista nocontinente. Galeano mostrava que as veias abertas, para permitirem umalivre, e real, circulação das riquezas e dos povos de Nossa América,deveriam se livrar desse câncer circulatório e reprodutivo que é o modo defuncionamento do aparelho capitalista. Os três mestres juntos nos dão umabela síntese do que fomos, somos e podemos ser. Para ser, não devemospermitir que nosso sangue continue absorvido pelo vampiro que há anos suga oque de mais rico e originário temos: a história dos povos latinos, anteriorao capital e para além dele.
Em 1970, o uruguaio Eduardo Galeano, terminava de escrever um dos maisdeliciosos e profundos livros sobre nosso continente: As veias abertas daAmérica Latina.Entre as várias argumentações desenvolvidas por ele, estava a constatação deque a América Latina era o território escravizado pelos EUA em seu afã deseguir hegemônico no cenário imperialista mundial.Galeano explica, como Josué de Castro o havia feito há alguns anos, em seulivro Geografia da Fome, que o subdesenvolvimento não podia ser entendidofora da lógica geral de funcionamento do modo de produção capitalista. Diziao autor: "nossa derrota esteve sempre implícita na vitória alheia, nossariqueza gerou sempre a nossa pobreza para alimentar a prosperidade dosoutros: os impérios e seus agentes nativos. Na alquimia colonial eneo-colonial, o outro se transforma em sucata e os alimentos se convertem emveneno."Contemporâneo de Galeano, Marini, um mestre e tanto, que como os outros nãoseparava teoria de ação revolucionária, nem prática de reflexão concretasobre o real e o possível dentro do real de ser transformado, escrevia nadialética da dependência, que o resultado do desenvolvimento capitalistaseria a miséria de nossos povos.Nos ensinam esses mestres, que a característica histórica da América Latinafoi, e é, a de ter suas riquezas naturais, energéticas e vitais (a partir dopulsar da força de trabalho que habita na continente), apropriadasprivadamente pelos detentores hegemônicos do modo de produção-acumulaçãocapitalista central. Esse servir, baseado na perda do que é próprio, sesustenta nos históricos vínculos de dependência e subordinação centrados nopoder dos países hegemônicos sobre a periferia.Os dados atuais (CEPAL) da América Latina nos mostram não só o quanto vemsofrendo ao longo da história a maior parte de nossos sujeitos-sujeitadospelo capital, mas, também, o terreno fértil da continuada superexploração dotrabalho no continente. Um mecanismo que nos anos 40-60 era particular docontinente e que agora evidencia sua projeção global.América Latina faz escola na reprodução ampliada da lógica animal docapital, cujos donos irracionais vivem bem, porque sujeitam muitos a viveremmal. É do roubo do tempo que falamos. Cada vez mais, o capital global, roubamais tempo, ao pagar menos salários e quebrar todos os direitostrabalhistas, como forma de não romper seu circulo vicioso da riquezacentrado na pobreza da condição humana.Esse mecanismo de extrair sobre-trabalho do mesmo tempo de trabalho deoutros sujeitos em outras partes do mundo, foi a característica particularencontrada pelo capitalismo periférico para compensar suas perdas nosmercados mundiais, cujo centro de produção de valor e de preço de mercadoestava nas mãos de capitalistas centrais, mais poderosos que os latinos.Enquanto os trabalhadores centrais eram considerados consumidores, uma vezque a produção tinha como vínculo o consumo-mercado interno e externo, ostrabalhadores da periferia, como nós os latinos, não eram consumidoresdiretos dos bens produzidos, uma vez que o objetivo central do capitallatino era, e é, produzir para exportar.Essa diferença do modo de funcionamento da produção e da circulação demercadorias foi o que permitiu uma forma particular de acumulação privada docapital latino, frente à sua forma geral de funcionamento mundial.É por meio da economia política que Marini nos ensina o quanto a AméricaLatina por ser rica tinha sua desgraça centrada na debilidade política.Elemento que a faria ser pobre nas condições objetivas de realização dasobrevivência de sua população, dado o poder hegemônico dos países centraisem ditar as regras (inter)nacionais das relações econômicas mundiais.Como Galeano e Marini, Josué de Castro também reforçava o fato de que osubdesenvolvimento é o resultado de um processo de desenvolvimento centradonos grandes, a partir das múltiplas formas de roubo de nossas riquezas.América Latina sem identificação soberana e autônoma consigo mesma, frente àhegemonia dos centros.Dizia o mestre Josué: "O subdesenvolvimento não é, como muitos pensamequivocadamente, insuficiência ou ausência de desenvolvimento. Osubdesenvolvimento é um produto ou um subproduto do desenvolvimento, umaderivação inevitável da exploração econômica colonial ou neocolonial, quecontinua se exercendo sobre diversas regiões do planeta".Essas veias abertas que fazem com o que o capital avance na intensificaçãoda exploração do trabalho e da apropriação privada dos recursos naturais denossa América, chega no século XXI, com suas marcas visíveis sobre o corpodos povos latinos.Atualmente somos 580 milhões de latino-americanos (em 2010 seremos 594milhões). 79,1% desta população vive nas cidades (458 milhões) e 120 milhõesvivem na área rural. Destes, 35,1% vivem em situação de pobreza. Outros 12,7% vivem em situação de indigência (miséria absoluta). Estamos falando de umtotal de 203 milhões de pobres e 73 milhões de indigentes.Um destaque importante é relativo ao nível da pobreza e indigência dapopulação rural latino-americana. Quando comparados os números com a médiatotal da população vemos que a pobreza chega a 53,6% e a indigência englobaum total de 28,7% de nossa população camponesa.Somos um número expressivo de marginais em um território rico. Os condenadosda terra, não por desígnios divinos, mas por ordens animalescas advindas deexpropriadores privados das riquezas soberanas, autônomas, que por mais quenos pertençam, ainda não são nossas. Falamos de um total de 276 milhões depessoas vivendo em situações marginais num continente que permanece, apóslongos séculos de exploração e expropriação, rico em recursos e pobre nopoder de distribuição para si mesmo, e seus sujeitos, desta riqueza.O imperialismo encontra na América Latina, um terreno fértil de reproduçãode suas mazelas político-econômico-ideológicas: o subimperialismo. Acapacidade de reproduzir, a partir do mando dos países centrais, a mesmalógica perversa de apropriação, via Estados soberanos nacionais, dasriquezas dos países politicamente mais débeis do continente, a partir dopoder das economias mais fortes. Um círculo vicioso da pobreza capitalista,centrada na acumulação da riqueza de nossos bens. Os Estados centrais, emparceria com os Estados latinos, roubando em nome do capital, os recursos donosso território e jogando à mendicância parte expressiva de nossostrabalhadores, povos autônomos, seres para si, fora de si mesmos, em seucontinente.Em 2010, 276 milhões constituirão a PEA, distribuída entre 163 milhões dehomens e 113 milhões de mulheres em idade produtiva para estar incluída nosetor formal da economia. Entre estes, teremos um total de 202 milhões dejovens com 15 a 34 anos de idade. Destes jovens, 100 milhões são homens eoutros 102 milhões são mulheres. A população juvenil latina corresponde a33,9% da população total e 73,9% da população apta a trabalhar.Ao pensar as características da superexploração na América Latina hoje,temos que ver quanto o capital, a partir dessa expressiva quantidade dejovens (homens e mulheres e entre eles a distinção de etnias/raças), contacom um terreno fértil de apropriação privada das riquezas a partir daintensificação da exploração do trabalho.Todos estes três autores discutiram o texto-contexto latino, a partir dograu de desenvolvimento das forças produtivas capitalistas na América Latinae da participação desta no mundo do capital. Esses mestres eram implacáveisao dizer que a única saída possível era, e é o socialismo, rumo aocomunismo.Josué de Castro sustentava que sem violência não era possível frear aviolenta ação capitalista. Marini dizia que a revolução não deveria serpensada a partir das táticas viáveis do reformismo desenvolvimentista nocontinente. Galeano mostrava que as veias abertas, para permitirem umalivre, e real, circulação das riquezas e dos povos de Nossa América,deveriam se livrar desse câncer circulatório e reprodutivo que é o modo defuncionamento do aparelho capitalista. Os três mestres juntos nos dão umabela síntese do que fomos, somos e podemos ser. Para ser, não devemospermitir que nosso sangue continue absorvido pelo vampiro que há anos suga oque de mais rico e originário temos: a história dos povos latinos, anteriorao capital e para além dele.
OS RABOS-DE-PALHA DE UM FILHOTE DA DITADURA
Fonte: http://noticiasemrede.blogspot.com/2008/04/o-dossi-agripino-na-caros-amigos.html
O "Dossiê Agripino" na Caros Amigos
Leia a seguir, na íntegra, a matéria de capa da revista "Caros Amigos"deste mês, que conta as peripécias do senador José Agripino Maia(DEM), o "neocoronel" potiguar:
OS RABOS-DE-PALHA DE UM FILHOTE DA DITADURA O SENADOR JOSÉ AGRIPINO MAIA (DEM-RN) É APRESENTADO PELA MÍDIA GRANDECOMO UM ÍCONE DA MORAL, SEMPRE ENTREVISTADO PARA DENUNCIAR AS MAZELASDO GOVERNO LULA E PONTIFICAR SOBRE ÉTICA POLÍTICA. SEU PASSADO, PORÉM,NÃO O ABONA.
Do meio para o fim dos anos 1970, para fazer parte do grupinho oligárquico que havia duas décadas comandava a política do Rio Grande do Norte, uma condição era suficiente e necessária: aderir àestratégia de renovação do regime autoritário, preparando-se para atransição. Isto é, a bênção dos militares era mais que bem-vinda. O industrial Osmundo Faria, dono da salina Amarra Negra e de vastolatifúndio no agreste, estava para ser anunciado sucessor do governador Cortez Pereira (1971-1975). Não tinha experiência em cargoeletivo – era suplente do senador Dinarte Mariz. Mas contava com o apadrinhamento de ninguém menos que o ministro do Exército, general Dale Coutinho, ex-chefe da repressão no Nordeste. Era, no dizer do político gaúcho Leonel Brizola, o "filhote da ditadura" da vez. O episódio que pesou contra Osmundo Faria, em maio de 1974, deu-se no
Hotel Nacional, na Ribeira, centro de Natal, ponto de encontro de lideranças políticas. O ex-deputado Anderson Dutra, ao irromper no bare cumprimentar o deputado Ivan Rosado, aliado de Dinarte, cometeu uma inconfidência que mudaria os rumos da história política do Estado: - Aluízio é muito forte. Mesmo cassado, tá ali cochichando com o futuro governador. Na noite desse mesmo dia, Dinarte já sabia. Foi o suficiente para o senador voltar-se contra o próprio suplente Osmundo Faria e opor-se à nomeação dele. Aluízio Alves, chefe de extenso clã, tinha ascendido aogoverno em 1960, após intensa luta eleitoral contra o então governador Dinarte MAriz e seu candidato, o deputado federal Djalma Marinho, ruim de voto, mas importante quadro intelectual da direitista UniãoD emocrática Nacional, a UDN.
Apoiado pelo PCB e outras forças de esquerda, Aluízio representava interesses de modernização num Estado dominado pela agropecuária. Tinha, contudo, sólidas raízes udenistas - foi eleito deputado federal seguidas vezes, a partir de 1945, pela UDN, pilotando programas de rádio e organizando ações de assistência aos flagelados das secas. Um populista cujo mandato de deputado federal acabaria cassado em fevereiro de 1969 sob a acusação de corrupção. Mais próximo dos generais da ditadura, Dinarte, assim que soube da conversa no bar do hotel, escreveu para o "general de plantão" Ernesto Geisel, reclamando que nem sequer havia sido ouvido sobre a escolha de Osmundo. Geisel chama Petrônio Portela, seu principal articulador:
- Petrônio, você já nomeou o governador do Rio Grande do Norte?
- Ainda não - responde Petrônio de cima do muro.
- Então, dê uma satisfação ao senador Dinarte Mariz.
Não anuncie agora, não.
- Tudo bem. No dia seguinte, morre Dale Coutinho, padrinho de Osmundo e generallinha-dura, que havia proclamado:
- O Brasil melhorou muito quando começamos a matar! É quando entra em cena o general Golobery do Couto e Silva, eminência parda do governo Geisel: convoca o amigo Tarcísio Maia para assumir o governo potiguar e começar a renovar a elite política estadual, como aconteceria país afora.
Um filhote gera outros: nasce a oligarquia Maia. Apesar de ruim de urna, Tarcísio tem fama de bom administrador
- sob abatuta dos generais foi presidente do extinto Ipase, Instituto dePrevidência e Assistência dos Servidores do Estado.
Mostrou-se desdecedo um filhote da ditadura implacável, ávido pelo poder.
A partir de1975, montou uma estrutura de trabalho social preconizada pelo II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) e se fez senhor da política estadual, indicando o primo e compadre, o médico Lavoisier Maia, seu secretário de Saúde, para sucedê-lo na chefia de governo em 1979. Segundo José Antonio Spinelli, sociólogo e professor do Departamento edo Programa de Pós-Graduação em Ciência Sociais da UFRN, UniversidadeFederal do Rio Grande do Norte, esse processo de sucessão deu início àmontagem de uma máquina política poderosa, que ocuparia o poder porlongos anos.
- Essa composição de poder vai ser extremamente receptiva aosinteresses do setor econômico moderno que se consolida nos anos 60 e70. Mas, assim como seus adversários históricos, os aluizistas, traziaa marca do velho na origem, a utilização do enpotismo como forma de sereproduzir. Por sua vez, Lavoisier indica para a prefeitura da capital o filho deseu primo Tarcísio, José Agripino Maia, 33 anos, jovem engenheiro da EIT, uma empreiteira potiguar, de sólidas ligações com governos doNordeste. Antes de nomeado, José Agripino prestava serviço para a EITem São Luís, onde a empresa mantém escritório até hoje. Spinelli confirma: a indicação de quadros técnicos, jovens, ligados ao empresariado de ponta, para as capitais nordestinas, obedecia à estratégia de perpetuação do regime autoritário. Embora dependente dos recursos e das diretrizes técnicas do governo federal, José Agripino, bom de palanque, desembarca no Rio Grande do Norte disposto a tocar, a qualquer custo, o projeto de poder do velhoTarcísio, seu pai. Inicia em 1979 um programa habitacional que o torna popular. Natural de Mossoró, filho de pai paraibano e mãe baiana, José Agripino faz parte do ginásio em Natal, no Colégio Marista, onde estudam os filhos da pequena burguesia.
Aos 13 anos muda para o Rio, onde cursa o Colégio Andrews. Gradua-se em engenharia civil e faz pós-graduação emestabilização de taludes. Analisada friamente, a trajetória de ânsia pelo poder de José Agripino é exemplo de sucesso nas urnas: governador em 1982, na primeira eleição direta pós-1964, contra ninguém menos que Aluízio Alves; e novamente em 1990, em disputa com o primo Lavoisier Maia (o mesmo que o nomeou filhote-prefeito em 1979); e depois senador por dois mandatos. Ajuda dos milicos: o voto camarão Voto vinculado, invenção da ditadura, que o povo apelidou de voto camarão: o eleitor só podia votar em candidatos de um mesmo partido, sob pena de anular o voto.
Era o que José Agripino precisava nas eleições de 1982 para governador. Nem mesmo a popularidade de Aluízio Alves conseguiu vencer a estrutura montada em torno do jovem prefeito. Coordenador da campanha de Aluízio, o jornalista Ticiano Duarte detalha o que pesou a favor do adversário:
- José Agripino foi beneficiado pelo voto camarão. O PDS tinha tudo, estrutura maior, poder, dinheiro. Eram quatro deputados do nosso ladocontra vinte e tantos do outro; eram seis, oito prefeitos contra noventa. Cem vereadores contra quinhentos. Aluízio venceu em Natal porem votos, mas perdeu feio no interior. José Agripino Maia toma posse em 15 de março de 1983 e, dali a doisanos, será flagrado numa reunião com auxiliares e 120 prfeitos,acertando o que constituiria a maior fraude elitoral da história doRio Grande do Norte. Dessa vez, José Agripino queria eleger prefeita de Natal sua secretaria de Promoção Social, Wilma Maia, em 1985. Tinham como adversário o deputado estadual Garibaldi Alves Filho (PMDB), sobrinho de Aluízio e hoje presidente do Senado.
O plano foi todo armado em quatro reuniões, no Centro de Convenções, Zona Sul de Natal. José Agripino simplesmente instruiu os prefeitos a comprar títulos eleitorais, distribuir presentes, incentivar tumultos nos processos devotação e apuração e, ainda, usa veículos oficiais com placas friaspara transportar eleitores do interior para a capital. O caso ficou conhecido como Escândalo Rabo-de-Palha, rótulo fornecido pelo próprio José Agripino, que ao final de uma reunião pediu: - Não podemos deixar rabo-de-palha. Caros Amigos reproduz aqui parte da conversa. Laudo do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, diz que a voz é do governador. José Agripino
-Os pobres estão indecisos.
É em cima desse povo quevocê tem que atuar. Com uma feirazinha, com um enxoval, com umas coisinhas.
Iberê Ferreira de Souza (secretário) - O povo mais pobre que não se compromete, troca o voto por qualquer coisa. Botar o milho no bolso,porque sem milho não funciona.
Álvaro Alberto (financiador) - O meu jogo é aberto. Se é preciso comprar os títulos, vamos comprar. Te que gastar dinheiro, tem que chegar com o dinheiro. O conceito de democracia de Agripino é peculiar, não é adequado averbete de dicionário, serve apenas a ele e seus apaniguados: - Vamos indicar ma área para vocês trabalharem e inclusive nas áreas modestas, de eleitores indecisos que são sensíveis a uma conversa e a uma negociação, que será feita por nós ou por eles. Democracia é isto! O conceito de terrorista também:
- E aí eu quero fazer um lembrete: importante não é a quantidade de pessoal, é a qualidade das pessoas, porque, se a gente traz uma mocinha, como eu vi na eleição de 82, mocinhas inexperientes, elas ocupam uma função, não dão conta do recado e perdem fácil para o comunista, o terrorista, que vai se impor, intimidar e ganhar nogrito. Incômoda redemocratização Com a redemocratização e a nomeação do peemedebista Aluízio Alves ministro da Administração do governo Sarney, os adversários de José Agripino é que passam a dar as cartas em Brasília.
O plano do então governador, de "implodir" o PMDB, não se concretiza. Pelo contrário. ALuízio a autoconcessão da TV Cabugi (afiliada da Globo) - sua família também é dona de rádios e do jornal Tribuna do Norte. Garibaldi Filhoé eleito prefeito de Natal. No ano seguinte, a chapa João, Lavô e Jajá(João Faustino para governador r Lavoisier Maia e José Agripino, senadores) leva as duas vagas do Senado, mas perde na "cabeça" para Geraldo Melo,a liado dos Alves. O filhote não cai, mas balança. Nos últimos trinta anos, alguns atos de José Agripino povoam ofolclore político da região. Um deles, quem conta é o colega AiltonMedeiros, blogueiro e apresentador de progrma de entrevistas de umaemissora de televisão de Natal. - No primeiro governo de José Agripino, me mandaram cobrir a visita dogovernador aos flagelados do Seridó. Eu estava acompanhando o senadorDinarte Mariz, quando José Agripino começou a fumar numa piteira deouro. Foi repreendido por Dinarte: "O que é isso? Isso é maneira devisistar os flagelados?" Daí, o governador, meio sem jeito, apagou ocigarro. Outro detalhe é o gosto de José Agripino por carros e equipamentos desom e imagem. Em 2002 declarou que tem um luxuoso Mercedes SL-320 de114.500 reais; a sala de cinema instalada em seu apartamento de Natalestá avaliada em mais de 150.000 reais. Lourismo: uma questão de bom gosto racial Em 2006, o jornalista e escritor Orlando Rangel Rodrigues, o Caboré,lançou Rabo-de-Palha: o Jabá de Jajá. Caboré é um tipo atuante,opositor da ditadura militar e crítico feroz das oligarquias. Ganhounotoriedade no Seridó nos anos 60 e 70 ao denunciar, na Rádio Rural,crimes de pistolagem. Seu livro narar o Escândalo Rabo-de-Palha demaneira engraçadíssima e traz mais curiosidades sobre José Agripino.Uma delas é o "lourismo". Define o autor na página 89: "... era uma fauna que definia os mortais de puro sangue do governoJosé Agripino. (...) criaram a República de Jacumã, praia do litoralnorte potiguar. Belas mansões que abrigavam, em veraneios, somentepessoas estritamente do convívio palaciano: uma elite de políticos degrandes currais eleitorais e empresários bons de nota". Segundo Caboré, o lourismo não aceita, por exemplo, Lula napreseidência da República. Peço para ele comentar estas declarações doagropecuarista José Bezerra de Araújo Júnior, suplente de JoséAgripino, em entrevista para a Tribuna do Norte: "Collor foi o governo menos corrupto que o país já teve" e "Eu achoque o Lula é um populista analfabeto. Discrimino mesmo: é analfabeto!" - Taí um exemplo do que faz o lourismo. Nunca quiseram ver Lulapresidente. São contra metalúrgico, contra nero, contra pobre, contraanalfabeto. Acham que não têm direito a nada. Convivo com muita gentedo ourismo. Já ouvi vários afirmarem ser contra Barack Obama. Temalgum motivo dessa casta, dessa elite ser contra Barack Obama a nãoser pelo fato de ele ser negro. Hein? Com a corda toda De volta ao governo em março de 1991 - após derrotar o primo eex-aliado Lavoisier -, José Agripino deixa o cargo em abril de 1994para concorrer mais uma vez ao Senado. Volta a Brasília sem que umescândalo de arrecadação de seu governo seja esclarecido. O Ganhe Jáconsistia numa loteria em que o cidadão trocava notas fiscais porcupons que lhe davam o diereito de concorrer a prêmios - geladeira,bicicleta, mochila. Transcrevo a manchete e o começo de uma reportagemdo JN, Jornal de Natal, de 21 de novembro de 1994: "A Falência do Ganhe Já e o Arrocho Fiscal. A campanha do Ganhe Já,denunciada sistematicamente por este jornal como uma farsa, que vendiauma falsa realidade do Rio Grande do Norte (tendo inclusive motivado adecisão do JN a não publicar quqlaquer anúncio da campanha), faliu semjamais ter alcançado seu objetivo, aumentar a arrecadação do Estado.Foi apenas um sangradouro de dinheiro que financiou a DumboPublicidade e fornecedores e levou o Erário a esvaziar-se a ponto de oEstado não ter dinheiro em caixa sequer para o pagamento da folha dofuncionalismo." O semanário JN vendia 7.500 exemplares (nada mal para uma cidade dotamanho de Natal). A reportagem a seguir ilustra bem o que estava poratrás do Ganhe Já: "O empobrecimento do Estado, que tem hoje uma legião de 1 milhão deflagelados (...), se deu na exata medida do enriquecimento de 'amigosdo peito' do governador, com destaque para os proprietários da DumboPublicidade, responsável pela farsa do Ganhe Já, que manteve quasetoda a imprensa amordaçada durante os quatro anos de governopefelista." A Dumbo Publicidade não tocava o dito programa de arrecadação comzelo, como mostra o JN de 28 de novembro de 1994: "Como tudo que cercou o Ganhe Já antes de sua falência total, aparticipação da empresa Informe Prestação de Serviços Ltda.,terceirizada pela Dumbo Publicidade para executar a campanha, também éum mistério. E dos mais nebulosos. Contratada sem licitação, depoisque o então secretário de Fazenda Manoel Pereira anulouinexplicavelmente a concorrência que havia sido aberta justamente parase escolher a firma que iria trabalhar no Ganhe Já, a Informe viveusempre nas sombras." José Agripino nunca processou o JN pelas denúncias. De bem com a vida Rua Carlos Passos, bairro do Tirol, área prá lá de nobre. É aqui, nocondomínio Aurino Vila, que mora na cobertura com piscina o senadorJosé Agripino. É um edifício de dezesseis andares, de mau gostoarquitetônico - de fachada branca empastilhada. Não é para qualquerum. É para o raro cidadão que tem 1 milhão e meio de reais no bolsosobrando. Grana, para José Agripino, não é problema. Menos aindadepois que o INCRA comprou, já no governo Lula, três imóveis dentro dafazenda São João, antes pertencente ao pai dele, Tarcísio, em Mossoró.O governo comprou os imóveis, com 3.985 hectares, por quase 4 milhõesde reais. Nada mal para quem já declarava à Justiça Eleitoral, em2002, quase 3 milhões de patrimônio. Apuração Estive em Natal na segunda metade de fevereiro passado. Durante umasemana consegui entrevistar apenas três pessoas (e todas sem seidentificar) sobre o Rabo-de-Palha e o Ganhe Já. Ninguém quer tocar noassunto. Fácil explicar: a família de José Agripino, líder do DEM(ex-PFL) no Senado, controla cinco rádios e uma emissora de televisão,a TV Tropical (afiliada da Record); Iberê Ferreira de Souza, seuex-secretário, é vice-governador e secretário de Recursos Hídricos,auxiliar justamente da governadora Wilma de Faria, ex-mulher deLavoisier Maia e secretária de Promoção Social de José Agripino que,caso vencesse Garibladi Filho no pleito de 1985, se tornaria a maiorbeneficiária do Rabo-de-Palha. Tem mais, muito mais: Álvaro Alberto, financiador de campanhaenvolvido no esquema, é um sujeito muito rico. Foi dono da falidaAssociação de Poupança e Empréstimo do Rio Grande do Norte (Apern),hoje preside a Companhia Hipotecária Brasileira (CHB), empresa deobtenção de crédito com atuação em todo o país. O próprio resultado daeleição de 1985 ajudou o caso a cair em esquecimento: Garibaldi Filho,hoje presidente do Senado, venceu o pleito, ajudado pela exposição doescândalo pouco antes da eleição. Ou seja: ganhou a eleição, para quecontestar o resultado? Outra ironia: Garibladi Filho e José Agripinohoje estão aliados, Costumam cumprir agenda, percorrendo juntos oEstado. O Rabo-de-Palha é tabu em Natal, cidade onde nasci e cresci ouvindo emcasa, na escola, na rua a história das "feirinhas do Centro deConvenção" de que falava Agripino. O mesmo acontece com o Ganhe Já.Como todo lugar em que as oligarquias dominam a política e contorlamos veículos de informação, ese tipo de assunto fica restrito à casados envolvidos. O que faz sentido: não existe lugar mais apropriadopara lavar a roupa suja. TAL PAI Cinqüenta e cinco deputados federais (10,7 por cento da casa) detêmconcessões de radiodifusão. O Rio Grande do Norte encabeça o rol demaiores detentores: metade da sua bancada. O deputado potihuar Felipe Maia (DEM), 34 anos, filho de José Agripinoe neto do velho Tarcísio, possui cotas nas rádios A Voz do Seridó eRádio Curimatau de Nova Cruz. Chama atenção o valor das cotas: 32reais. A declaração de bens do parlamentar em 2006 mostra que suaparticipação na Rádio Curimatau é de apenas 10 reais; na outra,investiu mais alto: 22 reais. A maior parte de seus quase 4 milhões de reais declarados está numa desuas oito contas do Fundo de Investimentos Sudameris. Felipe temapartamentos em bairro chique, empresa de revenda de motos, contas emfundos de investimentos. E ainda a Comav, que, mediante concessãopública, transporta o combustível que abastece aeronaves no aeroportode Parnamirim (Grande Natal). Felipe Maia tem participação, também, na emissora de televisão do pai,a TV Tropical (afiliada da Record), com 2.000 reais de cotas. O artigo54 da Constituição diz que deputados e senadores não podem terparticipação no tipo de empresa em que Felipe Maia atua:concessionárias da administração pública. E na Câmara dos Deputadosele é suplente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar... Léo Arcoverde, com colaboração de Raquel Souza. Postado por Alisson Almeida às 10:33 6 comentários: J. Maurício disse... Boa matéria! Poderiam ter especificado, explorado com mais detalhescomo José Agripino Maia se utiliza das concessões públicas queadministra (seria esse o termo?). De qualquer forma, já estava na horado Brasil conhecer a outra face do "galeguinho do Alecrim", ou "jajá",codinomes da ilustre personagem radiografada pela Caros Amigos.Interessante foi ver o pronunciamento de José Agripino se em relação amatéria: parafraseando suas declarações, disse se tratar de umatentativa do governo em colocar sob suspeita a integridade dosoposicionistas. Como se precisasse! Será as pesquisas de opiniãopública não são suficientes para tanto?Bom, mas posso deixar de manifestar minha revolta com o blog da ThaisaGalvão. Aquela senhora é jornalista ou cabo eleitoral de Wilma deFaria, Carlos Eduardo Alves, José Agripino Maia... Nunca tive umcomentário publicado lá. Porque será? Terá sido fato de contestar osposicionamentos dela?Os comentários que ela fez em relação a matéria da Caros Amigos édigno de nota: "A revista Caros Amigos, que está nas bancas, traz comoreportagem de capa, uma matéria que pelo tanto de adjetivo, passalonge de uma matéria jornalística". Perdoe-me está colocando essaspalavras aqui, mas meus questionamentos não encontram espaço por lá...Lá, ela traz também a fala de "jajá" comentando a matéria.Imperdível!!! Ela dá uma verdadeira lição de como se faz jornalismo. Aminha ironia não é fina, mas é essa situação é exasperadora...Sim, parabéns pelo trabalho! 7:57 PM J. Maurício disse... As palavras de "jajá são dignas de nota. Olha só: " Essa matériaestava anunciada, até porque foi encomendada.O governo quer a todocusto desqualificar a oposição. Coisa dos "aloprados". Esse é o preçoque eu pago por interpretar o sentimento da sociedade fazendooposição".Parece até que o governo precisa agir para desmoralizar uma oposiçãoque conta com personas do cacife José Agripino, Arthur Vírgílio,Álvaro Dias... 8:01 PM Alisson Almeida disse... Amigo Maurício, também senti falta na matéria de um maioraprofundamento na questão das concessões. É vergonhoso o uso que osenador em questão faz da TV Tropical. Não sei por que o Léo Arcoverdenão esmiuçou mais sobre isso. Eu mesmo já escrevi alguns artigosfalando desse assunto. Em relação à Thaisa Galvão, não vale a pena nem se indignar com ela.Prefiro deixá-la lá no mundinho dela, escrevendo aquelas coisinhas dafofolítica e tocar meu barco daqui. Depois de algunas embates, percebique só vale a pena pelejar com/contra quem está minimamentehabilitado, intelectualmente falando, a se opor a você. Não é o casodela. A criatura vive de escrever fofoquinhas de bastidores da pequenapolítica e ousa criticar a matéria da "Caros Amigos", dizendo que nãoé uma matéria jornalística. Faça-me o favor, né. E sobre a reação e as palavras de Jajá, não dá pra levá-lo a sério.Ele é simplesmente patético, anedótico. Dizer que ele enquantooposição interpreta "o sentimento da sociedade" é uma piada. Deve sera parcela da sociedade que integra o "lourismo". Falar também em"integridade da oposição" é ser muito cara de pau. Mas Jajá é assimmesmo; tem rompantes ditatoriais e não gosta quando pisam no calodele. A máscara caiu e o reizinho de nada está nú. 9:28 PM Júlio César de Lima Prates disse... Bela matéria. Aqui no outro extremo do país, no outro Rio Grande, suamatéria fez eco. Anunciei-a com um link em meu blog.Sucesso 6:45 PM Pedro disse... Olá. Parabéns pela matéria. Gostaria que os companheiros jornalistasbuscassem informações do Senador José Agripino e a sua relação com aUNP - Universidade Potiguar (maior Universidade particular doNordeste, com quase 30 mil alunos), hoje sócia do GrupoLauretti(Empresa estrangeira que atua no ramo empresarial dasUniversidaeds Particulares do Brasil e do mundo). Esta Universidade é conhecida nacionalmente por praticas de repressãoe retaliação ao movimento estudantil. O curso de Medicina da UNP demorou a ser aprovado, uma vez que o MEC,neste governo, estava mais rigoroso em relação a abertura de novoscursos. Após solucionar os "entraves burocráticos" lá em Brasília,entre 2003 e 2005. O Reitor Manoel Pereira, logo em seguida, foinomeado Reitor desta Universidade. A UNP juntamente com o Instituto Tancredo Neves, organizou uma sériede Cursos de Formação, dentro da própria Universidade, que contou coma presença do próprio José Agripino e com lideranças nacionais doantigo PFL, e hoje DEM. Esta Relação José Agripino e Universidade Potiguar - UNP é algo quemerece muita atenção por parte da imprensa. Por exemplo: Este mesmo Reitor da UNP é o então Manoel Pereira, aquelemesmo citado na matéria da Caros Amigos. "Como tudo que cercou o Ganhe Já antes de sua falência total, aparticipação da empresa Informe Prestação de Serviços Ltda.,terceirizada pela Dumbo Publicidade para executar a campanha, também éum mistério. E dos mais nebulosos. Contratada sem licitação, depoisque o então secretário de Fazenda Manoel Pereira anulouinexplicavelmente a concorrência que havia sido aberta justamente parase escolher a firma que iria trabalhar no Ganhe Já, a Informe viveusempre nas sombras." Abraços fraternos.
O "Dossiê Agripino" na Caros Amigos
Leia a seguir, na íntegra, a matéria de capa da revista "Caros Amigos"deste mês, que conta as peripécias do senador José Agripino Maia(DEM), o "neocoronel" potiguar:
OS RABOS-DE-PALHA DE UM FILHOTE DA DITADURA O SENADOR JOSÉ AGRIPINO MAIA (DEM-RN) É APRESENTADO PELA MÍDIA GRANDECOMO UM ÍCONE DA MORAL, SEMPRE ENTREVISTADO PARA DENUNCIAR AS MAZELASDO GOVERNO LULA E PONTIFICAR SOBRE ÉTICA POLÍTICA. SEU PASSADO, PORÉM,NÃO O ABONA.
Do meio para o fim dos anos 1970, para fazer parte do grupinho oligárquico que havia duas décadas comandava a política do Rio Grande do Norte, uma condição era suficiente e necessária: aderir àestratégia de renovação do regime autoritário, preparando-se para atransição. Isto é, a bênção dos militares era mais que bem-vinda. O industrial Osmundo Faria, dono da salina Amarra Negra e de vastolatifúndio no agreste, estava para ser anunciado sucessor do governador Cortez Pereira (1971-1975). Não tinha experiência em cargoeletivo – era suplente do senador Dinarte Mariz. Mas contava com o apadrinhamento de ninguém menos que o ministro do Exército, general Dale Coutinho, ex-chefe da repressão no Nordeste. Era, no dizer do político gaúcho Leonel Brizola, o "filhote da ditadura" da vez. O episódio que pesou contra Osmundo Faria, em maio de 1974, deu-se no
Hotel Nacional, na Ribeira, centro de Natal, ponto de encontro de lideranças políticas. O ex-deputado Anderson Dutra, ao irromper no bare cumprimentar o deputado Ivan Rosado, aliado de Dinarte, cometeu uma inconfidência que mudaria os rumos da história política do Estado: - Aluízio é muito forte. Mesmo cassado, tá ali cochichando com o futuro governador. Na noite desse mesmo dia, Dinarte já sabia. Foi o suficiente para o senador voltar-se contra o próprio suplente Osmundo Faria e opor-se à nomeação dele. Aluízio Alves, chefe de extenso clã, tinha ascendido aogoverno em 1960, após intensa luta eleitoral contra o então governador Dinarte MAriz e seu candidato, o deputado federal Djalma Marinho, ruim de voto, mas importante quadro intelectual da direitista UniãoD emocrática Nacional, a UDN.
Apoiado pelo PCB e outras forças de esquerda, Aluízio representava interesses de modernização num Estado dominado pela agropecuária. Tinha, contudo, sólidas raízes udenistas - foi eleito deputado federal seguidas vezes, a partir de 1945, pela UDN, pilotando programas de rádio e organizando ações de assistência aos flagelados das secas. Um populista cujo mandato de deputado federal acabaria cassado em fevereiro de 1969 sob a acusação de corrupção. Mais próximo dos generais da ditadura, Dinarte, assim que soube da conversa no bar do hotel, escreveu para o "general de plantão" Ernesto Geisel, reclamando que nem sequer havia sido ouvido sobre a escolha de Osmundo. Geisel chama Petrônio Portela, seu principal articulador:
- Petrônio, você já nomeou o governador do Rio Grande do Norte?
- Ainda não - responde Petrônio de cima do muro.
- Então, dê uma satisfação ao senador Dinarte Mariz.
Não anuncie agora, não.
- Tudo bem. No dia seguinte, morre Dale Coutinho, padrinho de Osmundo e generallinha-dura, que havia proclamado:
- O Brasil melhorou muito quando começamos a matar! É quando entra em cena o general Golobery do Couto e Silva, eminência parda do governo Geisel: convoca o amigo Tarcísio Maia para assumir o governo potiguar e começar a renovar a elite política estadual, como aconteceria país afora.
Um filhote gera outros: nasce a oligarquia Maia. Apesar de ruim de urna, Tarcísio tem fama de bom administrador
- sob abatuta dos generais foi presidente do extinto Ipase, Instituto dePrevidência e Assistência dos Servidores do Estado.
Mostrou-se desdecedo um filhote da ditadura implacável, ávido pelo poder.
A partir de1975, montou uma estrutura de trabalho social preconizada pelo II PND (Plano Nacional de Desenvolvimento) e se fez senhor da política estadual, indicando o primo e compadre, o médico Lavoisier Maia, seu secretário de Saúde, para sucedê-lo na chefia de governo em 1979. Segundo José Antonio Spinelli, sociólogo e professor do Departamento edo Programa de Pós-Graduação em Ciência Sociais da UFRN, UniversidadeFederal do Rio Grande do Norte, esse processo de sucessão deu início àmontagem de uma máquina política poderosa, que ocuparia o poder porlongos anos.
- Essa composição de poder vai ser extremamente receptiva aosinteresses do setor econômico moderno que se consolida nos anos 60 e70. Mas, assim como seus adversários históricos, os aluizistas, traziaa marca do velho na origem, a utilização do enpotismo como forma de sereproduzir. Por sua vez, Lavoisier indica para a prefeitura da capital o filho deseu primo Tarcísio, José Agripino Maia, 33 anos, jovem engenheiro da EIT, uma empreiteira potiguar, de sólidas ligações com governos doNordeste. Antes de nomeado, José Agripino prestava serviço para a EITem São Luís, onde a empresa mantém escritório até hoje. Spinelli confirma: a indicação de quadros técnicos, jovens, ligados ao empresariado de ponta, para as capitais nordestinas, obedecia à estratégia de perpetuação do regime autoritário. Embora dependente dos recursos e das diretrizes técnicas do governo federal, José Agripino, bom de palanque, desembarca no Rio Grande do Norte disposto a tocar, a qualquer custo, o projeto de poder do velhoTarcísio, seu pai. Inicia em 1979 um programa habitacional que o torna popular. Natural de Mossoró, filho de pai paraibano e mãe baiana, José Agripino faz parte do ginásio em Natal, no Colégio Marista, onde estudam os filhos da pequena burguesia.
Aos 13 anos muda para o Rio, onde cursa o Colégio Andrews. Gradua-se em engenharia civil e faz pós-graduação emestabilização de taludes. Analisada friamente, a trajetória de ânsia pelo poder de José Agripino é exemplo de sucesso nas urnas: governador em 1982, na primeira eleição direta pós-1964, contra ninguém menos que Aluízio Alves; e novamente em 1990, em disputa com o primo Lavoisier Maia (o mesmo que o nomeou filhote-prefeito em 1979); e depois senador por dois mandatos. Ajuda dos milicos: o voto camarão Voto vinculado, invenção da ditadura, que o povo apelidou de voto camarão: o eleitor só podia votar em candidatos de um mesmo partido, sob pena de anular o voto.
Era o que José Agripino precisava nas eleições de 1982 para governador. Nem mesmo a popularidade de Aluízio Alves conseguiu vencer a estrutura montada em torno do jovem prefeito. Coordenador da campanha de Aluízio, o jornalista Ticiano Duarte detalha o que pesou a favor do adversário:
- José Agripino foi beneficiado pelo voto camarão. O PDS tinha tudo, estrutura maior, poder, dinheiro. Eram quatro deputados do nosso ladocontra vinte e tantos do outro; eram seis, oito prefeitos contra noventa. Cem vereadores contra quinhentos. Aluízio venceu em Natal porem votos, mas perdeu feio no interior. José Agripino Maia toma posse em 15 de março de 1983 e, dali a doisanos, será flagrado numa reunião com auxiliares e 120 prfeitos,acertando o que constituiria a maior fraude elitoral da história doRio Grande do Norte. Dessa vez, José Agripino queria eleger prefeita de Natal sua secretaria de Promoção Social, Wilma Maia, em 1985. Tinham como adversário o deputado estadual Garibaldi Alves Filho (PMDB), sobrinho de Aluízio e hoje presidente do Senado.
O plano foi todo armado em quatro reuniões, no Centro de Convenções, Zona Sul de Natal. José Agripino simplesmente instruiu os prefeitos a comprar títulos eleitorais, distribuir presentes, incentivar tumultos nos processos devotação e apuração e, ainda, usa veículos oficiais com placas friaspara transportar eleitores do interior para a capital. O caso ficou conhecido como Escândalo Rabo-de-Palha, rótulo fornecido pelo próprio José Agripino, que ao final de uma reunião pediu: - Não podemos deixar rabo-de-palha. Caros Amigos reproduz aqui parte da conversa. Laudo do Instituto Nacional de Criminalística, da Polícia Federal, diz que a voz é do governador. José Agripino
-Os pobres estão indecisos.
É em cima desse povo quevocê tem que atuar. Com uma feirazinha, com um enxoval, com umas coisinhas.
Iberê Ferreira de Souza (secretário) - O povo mais pobre que não se compromete, troca o voto por qualquer coisa. Botar o milho no bolso,porque sem milho não funciona.
Álvaro Alberto (financiador) - O meu jogo é aberto. Se é preciso comprar os títulos, vamos comprar. Te que gastar dinheiro, tem que chegar com o dinheiro. O conceito de democracia de Agripino é peculiar, não é adequado averbete de dicionário, serve apenas a ele e seus apaniguados: - Vamos indicar ma área para vocês trabalharem e inclusive nas áreas modestas, de eleitores indecisos que são sensíveis a uma conversa e a uma negociação, que será feita por nós ou por eles. Democracia é isto! O conceito de terrorista também:
- E aí eu quero fazer um lembrete: importante não é a quantidade de pessoal, é a qualidade das pessoas, porque, se a gente traz uma mocinha, como eu vi na eleição de 82, mocinhas inexperientes, elas ocupam uma função, não dão conta do recado e perdem fácil para o comunista, o terrorista, que vai se impor, intimidar e ganhar nogrito. Incômoda redemocratização Com a redemocratização e a nomeação do peemedebista Aluízio Alves ministro da Administração do governo Sarney, os adversários de José Agripino é que passam a dar as cartas em Brasília.
O plano do então governador, de "implodir" o PMDB, não se concretiza. Pelo contrário. ALuízio a autoconcessão da TV Cabugi (afiliada da Globo) - sua família também é dona de rádios e do jornal Tribuna do Norte. Garibaldi Filhoé eleito prefeito de Natal. No ano seguinte, a chapa João, Lavô e Jajá(João Faustino para governador r Lavoisier Maia e José Agripino, senadores) leva as duas vagas do Senado, mas perde na "cabeça" para Geraldo Melo,a liado dos Alves. O filhote não cai, mas balança. Nos últimos trinta anos, alguns atos de José Agripino povoam ofolclore político da região. Um deles, quem conta é o colega AiltonMedeiros, blogueiro e apresentador de progrma de entrevistas de umaemissora de televisão de Natal. - No primeiro governo de José Agripino, me mandaram cobrir a visita dogovernador aos flagelados do Seridó. Eu estava acompanhando o senadorDinarte Mariz, quando José Agripino começou a fumar numa piteira deouro. Foi repreendido por Dinarte: "O que é isso? Isso é maneira devisistar os flagelados?" Daí, o governador, meio sem jeito, apagou ocigarro. Outro detalhe é o gosto de José Agripino por carros e equipamentos desom e imagem. Em 2002 declarou que tem um luxuoso Mercedes SL-320 de114.500 reais; a sala de cinema instalada em seu apartamento de Natalestá avaliada em mais de 150.000 reais. Lourismo: uma questão de bom gosto racial Em 2006, o jornalista e escritor Orlando Rangel Rodrigues, o Caboré,lançou Rabo-de-Palha: o Jabá de Jajá. Caboré é um tipo atuante,opositor da ditadura militar e crítico feroz das oligarquias. Ganhounotoriedade no Seridó nos anos 60 e 70 ao denunciar, na Rádio Rural,crimes de pistolagem. Seu livro narar o Escândalo Rabo-de-Palha demaneira engraçadíssima e traz mais curiosidades sobre José Agripino.Uma delas é o "lourismo". Define o autor na página 89: "... era uma fauna que definia os mortais de puro sangue do governoJosé Agripino. (...) criaram a República de Jacumã, praia do litoralnorte potiguar. Belas mansões que abrigavam, em veraneios, somentepessoas estritamente do convívio palaciano: uma elite de políticos degrandes currais eleitorais e empresários bons de nota". Segundo Caboré, o lourismo não aceita, por exemplo, Lula napreseidência da República. Peço para ele comentar estas declarações doagropecuarista José Bezerra de Araújo Júnior, suplente de JoséAgripino, em entrevista para a Tribuna do Norte: "Collor foi o governo menos corrupto que o país já teve" e "Eu achoque o Lula é um populista analfabeto. Discrimino mesmo: é analfabeto!" - Taí um exemplo do que faz o lourismo. Nunca quiseram ver Lulapresidente. São contra metalúrgico, contra nero, contra pobre, contraanalfabeto. Acham que não têm direito a nada. Convivo com muita gentedo ourismo. Já ouvi vários afirmarem ser contra Barack Obama. Temalgum motivo dessa casta, dessa elite ser contra Barack Obama a nãoser pelo fato de ele ser negro. Hein? Com a corda toda De volta ao governo em março de 1991 - após derrotar o primo eex-aliado Lavoisier -, José Agripino deixa o cargo em abril de 1994para concorrer mais uma vez ao Senado. Volta a Brasília sem que umescândalo de arrecadação de seu governo seja esclarecido. O Ganhe Jáconsistia numa loteria em que o cidadão trocava notas fiscais porcupons que lhe davam o diereito de concorrer a prêmios - geladeira,bicicleta, mochila. Transcrevo a manchete e o começo de uma reportagemdo JN, Jornal de Natal, de 21 de novembro de 1994: "A Falência do Ganhe Já e o Arrocho Fiscal. A campanha do Ganhe Já,denunciada sistematicamente por este jornal como uma farsa, que vendiauma falsa realidade do Rio Grande do Norte (tendo inclusive motivado adecisão do JN a não publicar quqlaquer anúncio da campanha), faliu semjamais ter alcançado seu objetivo, aumentar a arrecadação do Estado.Foi apenas um sangradouro de dinheiro que financiou a DumboPublicidade e fornecedores e levou o Erário a esvaziar-se a ponto de oEstado não ter dinheiro em caixa sequer para o pagamento da folha dofuncionalismo." O semanário JN vendia 7.500 exemplares (nada mal para uma cidade dotamanho de Natal). A reportagem a seguir ilustra bem o que estava poratrás do Ganhe Já: "O empobrecimento do Estado, que tem hoje uma legião de 1 milhão deflagelados (...), se deu na exata medida do enriquecimento de 'amigosdo peito' do governador, com destaque para os proprietários da DumboPublicidade, responsável pela farsa do Ganhe Já, que manteve quasetoda a imprensa amordaçada durante os quatro anos de governopefelista." A Dumbo Publicidade não tocava o dito programa de arrecadação comzelo, como mostra o JN de 28 de novembro de 1994: "Como tudo que cercou o Ganhe Já antes de sua falência total, aparticipação da empresa Informe Prestação de Serviços Ltda.,terceirizada pela Dumbo Publicidade para executar a campanha, também éum mistério. E dos mais nebulosos. Contratada sem licitação, depoisque o então secretário de Fazenda Manoel Pereira anulouinexplicavelmente a concorrência que havia sido aberta justamente parase escolher a firma que iria trabalhar no Ganhe Já, a Informe viveusempre nas sombras." José Agripino nunca processou o JN pelas denúncias. De bem com a vida Rua Carlos Passos, bairro do Tirol, área prá lá de nobre. É aqui, nocondomínio Aurino Vila, que mora na cobertura com piscina o senadorJosé Agripino. É um edifício de dezesseis andares, de mau gostoarquitetônico - de fachada branca empastilhada. Não é para qualquerum. É para o raro cidadão que tem 1 milhão e meio de reais no bolsosobrando. Grana, para José Agripino, não é problema. Menos aindadepois que o INCRA comprou, já no governo Lula, três imóveis dentro dafazenda São João, antes pertencente ao pai dele, Tarcísio, em Mossoró.O governo comprou os imóveis, com 3.985 hectares, por quase 4 milhõesde reais. Nada mal para quem já declarava à Justiça Eleitoral, em2002, quase 3 milhões de patrimônio. Apuração Estive em Natal na segunda metade de fevereiro passado. Durante umasemana consegui entrevistar apenas três pessoas (e todas sem seidentificar) sobre o Rabo-de-Palha e o Ganhe Já. Ninguém quer tocar noassunto. Fácil explicar: a família de José Agripino, líder do DEM(ex-PFL) no Senado, controla cinco rádios e uma emissora de televisão,a TV Tropical (afiliada da Record); Iberê Ferreira de Souza, seuex-secretário, é vice-governador e secretário de Recursos Hídricos,auxiliar justamente da governadora Wilma de Faria, ex-mulher deLavoisier Maia e secretária de Promoção Social de José Agripino que,caso vencesse Garibladi Filho no pleito de 1985, se tornaria a maiorbeneficiária do Rabo-de-Palha. Tem mais, muito mais: Álvaro Alberto, financiador de campanhaenvolvido no esquema, é um sujeito muito rico. Foi dono da falidaAssociação de Poupança e Empréstimo do Rio Grande do Norte (Apern),hoje preside a Companhia Hipotecária Brasileira (CHB), empresa deobtenção de crédito com atuação em todo o país. O próprio resultado daeleição de 1985 ajudou o caso a cair em esquecimento: Garibaldi Filho,hoje presidente do Senado, venceu o pleito, ajudado pela exposição doescândalo pouco antes da eleição. Ou seja: ganhou a eleição, para quecontestar o resultado? Outra ironia: Garibladi Filho e José Agripinohoje estão aliados, Costumam cumprir agenda, percorrendo juntos oEstado. O Rabo-de-Palha é tabu em Natal, cidade onde nasci e cresci ouvindo emcasa, na escola, na rua a história das "feirinhas do Centro deConvenção" de que falava Agripino. O mesmo acontece com o Ganhe Já.Como todo lugar em que as oligarquias dominam a política e contorlamos veículos de informação, ese tipo de assunto fica restrito à casados envolvidos. O que faz sentido: não existe lugar mais apropriadopara lavar a roupa suja. TAL PAI Cinqüenta e cinco deputados federais (10,7 por cento da casa) detêmconcessões de radiodifusão. O Rio Grande do Norte encabeça o rol demaiores detentores: metade da sua bancada. O deputado potihuar Felipe Maia (DEM), 34 anos, filho de José Agripinoe neto do velho Tarcísio, possui cotas nas rádios A Voz do Seridó eRádio Curimatau de Nova Cruz. Chama atenção o valor das cotas: 32reais. A declaração de bens do parlamentar em 2006 mostra que suaparticipação na Rádio Curimatau é de apenas 10 reais; na outra,investiu mais alto: 22 reais. A maior parte de seus quase 4 milhões de reais declarados está numa desuas oito contas do Fundo de Investimentos Sudameris. Felipe temapartamentos em bairro chique, empresa de revenda de motos, contas emfundos de investimentos. E ainda a Comav, que, mediante concessãopública, transporta o combustível que abastece aeronaves no aeroportode Parnamirim (Grande Natal). Felipe Maia tem participação, também, na emissora de televisão do pai,a TV Tropical (afiliada da Record), com 2.000 reais de cotas. O artigo54 da Constituição diz que deputados e senadores não podem terparticipação no tipo de empresa em que Felipe Maia atua:concessionárias da administração pública. E na Câmara dos Deputadosele é suplente do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar... Léo Arcoverde, com colaboração de Raquel Souza. Postado por Alisson Almeida às 10:33 6 comentários: J. Maurício disse... Boa matéria! Poderiam ter especificado, explorado com mais detalhescomo José Agripino Maia se utiliza das concessões públicas queadministra (seria esse o termo?). De qualquer forma, já estava na horado Brasil conhecer a outra face do "galeguinho do Alecrim", ou "jajá",codinomes da ilustre personagem radiografada pela Caros Amigos.Interessante foi ver o pronunciamento de José Agripino se em relação amatéria: parafraseando suas declarações, disse se tratar de umatentativa do governo em colocar sob suspeita a integridade dosoposicionistas. Como se precisasse! Será as pesquisas de opiniãopública não são suficientes para tanto?Bom, mas posso deixar de manifestar minha revolta com o blog da ThaisaGalvão. Aquela senhora é jornalista ou cabo eleitoral de Wilma deFaria, Carlos Eduardo Alves, José Agripino Maia... Nunca tive umcomentário publicado lá. Porque será? Terá sido fato de contestar osposicionamentos dela?Os comentários que ela fez em relação a matéria da Caros Amigos édigno de nota: "A revista Caros Amigos, que está nas bancas, traz comoreportagem de capa, uma matéria que pelo tanto de adjetivo, passalonge de uma matéria jornalística". Perdoe-me está colocando essaspalavras aqui, mas meus questionamentos não encontram espaço por lá...Lá, ela traz também a fala de "jajá" comentando a matéria.Imperdível!!! Ela dá uma verdadeira lição de como se faz jornalismo. Aminha ironia não é fina, mas é essa situação é exasperadora...Sim, parabéns pelo trabalho! 7:57 PM J. Maurício disse... As palavras de "jajá são dignas de nota. Olha só: " Essa matériaestava anunciada, até porque foi encomendada.O governo quer a todocusto desqualificar a oposição. Coisa dos "aloprados". Esse é o preçoque eu pago por interpretar o sentimento da sociedade fazendooposição".Parece até que o governo precisa agir para desmoralizar uma oposiçãoque conta com personas do cacife José Agripino, Arthur Vírgílio,Álvaro Dias... 8:01 PM Alisson Almeida disse... Amigo Maurício, também senti falta na matéria de um maioraprofundamento na questão das concessões. É vergonhoso o uso que osenador em questão faz da TV Tropical. Não sei por que o Léo Arcoverdenão esmiuçou mais sobre isso. Eu mesmo já escrevi alguns artigosfalando desse assunto. Em relação à Thaisa Galvão, não vale a pena nem se indignar com ela.Prefiro deixá-la lá no mundinho dela, escrevendo aquelas coisinhas dafofolítica e tocar meu barco daqui. Depois de algunas embates, percebique só vale a pena pelejar com/contra quem está minimamentehabilitado, intelectualmente falando, a se opor a você. Não é o casodela. A criatura vive de escrever fofoquinhas de bastidores da pequenapolítica e ousa criticar a matéria da "Caros Amigos", dizendo que nãoé uma matéria jornalística. Faça-me o favor, né. E sobre a reação e as palavras de Jajá, não dá pra levá-lo a sério.Ele é simplesmente patético, anedótico. Dizer que ele enquantooposição interpreta "o sentimento da sociedade" é uma piada. Deve sera parcela da sociedade que integra o "lourismo". Falar também em"integridade da oposição" é ser muito cara de pau. Mas Jajá é assimmesmo; tem rompantes ditatoriais e não gosta quando pisam no calodele. A máscara caiu e o reizinho de nada está nú. 9:28 PM Júlio César de Lima Prates disse... Bela matéria. Aqui no outro extremo do país, no outro Rio Grande, suamatéria fez eco. Anunciei-a com um link em meu blog.Sucesso 6:45 PM Pedro disse... Olá. Parabéns pela matéria. Gostaria que os companheiros jornalistasbuscassem informações do Senador José Agripino e a sua relação com aUNP - Universidade Potiguar (maior Universidade particular doNordeste, com quase 30 mil alunos), hoje sócia do GrupoLauretti(Empresa estrangeira que atua no ramo empresarial dasUniversidaeds Particulares do Brasil e do mundo). Esta Universidade é conhecida nacionalmente por praticas de repressãoe retaliação ao movimento estudantil. O curso de Medicina da UNP demorou a ser aprovado, uma vez que o MEC,neste governo, estava mais rigoroso em relação a abertura de novoscursos. Após solucionar os "entraves burocráticos" lá em Brasília,entre 2003 e 2005. O Reitor Manoel Pereira, logo em seguida, foinomeado Reitor desta Universidade. A UNP juntamente com o Instituto Tancredo Neves, organizou uma sériede Cursos de Formação, dentro da própria Universidade, que contou coma presença do próprio José Agripino e com lideranças nacionais doantigo PFL, e hoje DEM. Esta Relação José Agripino e Universidade Potiguar - UNP é algo quemerece muita atenção por parte da imprensa. Por exemplo: Este mesmo Reitor da UNP é o então Manoel Pereira, aquelemesmo citado na matéria da Caros Amigos. "Como tudo que cercou o Ganhe Já antes de sua falência total, aparticipação da empresa Informe Prestação de Serviços Ltda.,terceirizada pela Dumbo Publicidade para executar a campanha, também éum mistério. E dos mais nebulosos. Contratada sem licitação, depoisque o então secretário de Fazenda Manoel Pereira anulouinexplicavelmente a concorrência que havia sido aberta justamente parase escolher a firma que iria trabalhar no Ganhe Já, a Informe viveusempre nas sombras." Abraços fraternos.
PNL para professores - 25%
Olá amigos,
Sou portadora de uma boa notícia: dentro de um Programa de Responsabilidade Social, o Instituto de Neurolinguística Aplicada ( INAp) referência em PNL no Brasil e no exterior, vai conceder um desconto de 25% para todos os professores da rede Municipal e Estadual.
A Capacitação PNL Aplicada ao Ensino e Aprendizagem será realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro e é fundamental para todos os educadores que querem aprender como alcançar um estado de excelência na arte de educar.
O conhecimento da PNL e utilização das técnicas e ferramentas dessa nova ciência em sala de aula transforma a relação do professor com ele mesmo, com o aulo, com o conteúdo e ajuda a liberar a capacidade de aprendizagem dos estudantes. E o quê se ganha? Qualidade de vida, da educação e felicidade!
APROVEITEM! 25% é um ótimo desconto.
Abaixo o conteúdo programático:
PNL APLICADA AO ENSINO E APRENDIZAGEM PARA EDUCADORES E PROFISSIONAIS DE TREINAMENTO
Objetivo do Programa: Ampliar competências em atividades de ensino eaprendizagem, através da utilização de técnicas da Programação Neurolingüística.
TEMAS ABORDADOS
1) TRABALHANDO AUTOCONHECIMENTO, AUTO-ESTIMA E MOTIVAÇÃO(16 horas)- Histórico da PNL;
- Mapa de percepção e comunicação da PNL;
- Pressuposições úteis para uma melhor atuação;
- Criação de metas pessoais;
- Como produzir estados de excelência;
- Técnicas de ancoragem para acessar estados;
- Alinhando-se para alcance de metas.
Objetivo: Mapear competências, aprender a gerenciar emoções e criar estado sde excelência para atuar.
2) TÉCNICAS PARA PROPICIAR O APRENDIZADO (20 horas)
- Meta no contexto escolar;
- Técnicas de calibração/rapport para lidar com diferentes tipos de alunos;
- Modelagem de estratégias mentais de sucesso;
- Trabalhando posições perceptuais para criar flexibilidade;- Conhecendo as múltiplas inteligências;
-Memórias - formação e estímulos;
- Desenvolvendo aptidões para ampliar capacidades;
- Níveis neurológicos do educando;
- A arte de dar feedback;
- Linguagem e imagens mentais;
- A arte de fazer perguntas poderosas;
- Auxiliares lingüísticos para mensagens;
- Mapa mental - uma excelente técnica de aprendizagem;
- Estado de excelência e ancoragem para educandos.
Objetivo: Aprender a utilizar técnicas de comunicação que criam sinergia, motivam e promovem o aprender a aprender.
3) RECURSOS PARA DINAMIZAR AS AULAS (4 horas)
Objetivo: Ferramentas para tornar as aulas mais atrativas e promover a participação.
Facilitadores:- Dulce Gabiate, Psicóloga, consultora organizacional, master e trainer em Neurolingüística e TOP - Tecnologia de Participação e Coach.
- Jairo Mancilha, Diretor do INAp, master trainer internacional em Neurolingüística e Coaching; mestre e doutor em medicina (Ph.D) pela UFRJ, pós-doutorado pela Northwestern University, Chicago, USA; membro internacional da American Society of Clinical Hypnosis.
Data: Início em 04 de junho (aulas às quartas-feiras)
Duração: 3 meses (40 horas)
Horário: 19 às 22 horasInformações e Inscrições:(21) 2551 1032www.pnl.med. br / inap@pnl.med. br
Sou portadora de uma boa notícia: dentro de um Programa de Responsabilidade Social, o Instituto de Neurolinguística Aplicada ( INAp) referência em PNL no Brasil e no exterior, vai conceder um desconto de 25% para todos os professores da rede Municipal e Estadual.
A Capacitação PNL Aplicada ao Ensino e Aprendizagem será realizada pela primeira vez no Rio de Janeiro e é fundamental para todos os educadores que querem aprender como alcançar um estado de excelência na arte de educar.
O conhecimento da PNL e utilização das técnicas e ferramentas dessa nova ciência em sala de aula transforma a relação do professor com ele mesmo, com o aulo, com o conteúdo e ajuda a liberar a capacidade de aprendizagem dos estudantes. E o quê se ganha? Qualidade de vida, da educação e felicidade!
APROVEITEM! 25% é um ótimo desconto.
Abaixo o conteúdo programático:
PNL APLICADA AO ENSINO E APRENDIZAGEM PARA EDUCADORES E PROFISSIONAIS DE TREINAMENTO
Objetivo do Programa: Ampliar competências em atividades de ensino eaprendizagem, através da utilização de técnicas da Programação Neurolingüística.
TEMAS ABORDADOS
1) TRABALHANDO AUTOCONHECIMENTO, AUTO-ESTIMA E MOTIVAÇÃO(16 horas)- Histórico da PNL;
- Mapa de percepção e comunicação da PNL;
- Pressuposições úteis para uma melhor atuação;
- Criação de metas pessoais;
- Como produzir estados de excelência;
- Técnicas de ancoragem para acessar estados;
- Alinhando-se para alcance de metas.
Objetivo: Mapear competências, aprender a gerenciar emoções e criar estado sde excelência para atuar.
2) TÉCNICAS PARA PROPICIAR O APRENDIZADO (20 horas)
- Meta no contexto escolar;
- Técnicas de calibração/rapport para lidar com diferentes tipos de alunos;
- Modelagem de estratégias mentais de sucesso;
- Trabalhando posições perceptuais para criar flexibilidade;- Conhecendo as múltiplas inteligências;
-Memórias - formação e estímulos;
- Desenvolvendo aptidões para ampliar capacidades;
- Níveis neurológicos do educando;
- A arte de dar feedback;
- Linguagem e imagens mentais;
- A arte de fazer perguntas poderosas;
- Auxiliares lingüísticos para mensagens;
- Mapa mental - uma excelente técnica de aprendizagem;
- Estado de excelência e ancoragem para educandos.
Objetivo: Aprender a utilizar técnicas de comunicação que criam sinergia, motivam e promovem o aprender a aprender.
3) RECURSOS PARA DINAMIZAR AS AULAS (4 horas)
Objetivo: Ferramentas para tornar as aulas mais atrativas e promover a participação.
Facilitadores:- Dulce Gabiate, Psicóloga, consultora organizacional, master e trainer em Neurolingüística e TOP - Tecnologia de Participação e Coach.
- Jairo Mancilha, Diretor do INAp, master trainer internacional em Neurolingüística e Coaching; mestre e doutor em medicina (Ph.D) pela UFRJ, pós-doutorado pela Northwestern University, Chicago, USA; membro internacional da American Society of Clinical Hypnosis.
Data: Início em 04 de junho (aulas às quartas-feiras)
Duração: 3 meses (40 horas)
Horário: 19 às 22 horasInformações e Inscrições:(21) 2551 1032www.pnl.med. br / inap@pnl.med. br
Instituto Presente - Sexualidade e adolescência
Informe nº 06/2008 - Instituto Presente
Atividades do mês de junho
1. Curso de Formação Continuada: “Domine a teoria e crie suas próprias dinâmicas de grupo”
Início: 2ª feira, dia 02, 14hs
Desconto especial para inscrição até 29 de maio.
2. Curso de Formação Continuada: “As diversas abordagens da contracepção na adolescência”
Início: 4ª feira, dia 04, 18hs
Desconto especial para inscrição até 29 de maio.
3. Workshop: “Descubra o seu poder feminino”
Sábado, dia 07, das 14 às 16hs
Convidada: Nadhirra – Professora de Dança do Ventre
4. Workshop para Terceira Idade: “Prazer? Sim, eu quero!”
2ª feira, dia 9, das 9 às 11hs5.
Palestra: “Construindo o projeto de vida e planejando a família na adolescência”4ª feira, dia 11, das 14 às 16hs6.
Atendimentos para mães e pais: Como responder tranqüilamente as perguntas das crianças sobre sexualidade? Diversos horários. Entre em contato e agende o seu.
7. Atendimentos individuais, para casais e grupos: Qual sua dúvida sobre sexualidade?
Diversos horários. Entre em contato e agende o seu.
8. Assessoria para realização de projetos sobre sexualidade: O que é necessário para iniciar um trabalho sobre sexualidade?
Diversos horários. Entre em contato e agende o seu.
Todas as atividades dependem de inscrição prévia.
Informe seus dados: Nome, telefones, e-mail e quais atividades deseja participar.
Cristianne Magalhães
Instituto Presente2556-3669 e 9143-1842 institutopresente@gmail.com
O Instituto Presente fica na Avenida Presidente Vargas, 962 – sala 913, no Centro do Rio
Atividades do mês de junho
1. Curso de Formação Continuada: “Domine a teoria e crie suas próprias dinâmicas de grupo”
Início: 2ª feira, dia 02, 14hs
Desconto especial para inscrição até 29 de maio.
2. Curso de Formação Continuada: “As diversas abordagens da contracepção na adolescência”
Início: 4ª feira, dia 04, 18hs
Desconto especial para inscrição até 29 de maio.
3. Workshop: “Descubra o seu poder feminino”
Sábado, dia 07, das 14 às 16hs
Convidada: Nadhirra – Professora de Dança do Ventre
4. Workshop para Terceira Idade: “Prazer? Sim, eu quero!”
2ª feira, dia 9, das 9 às 11hs5.
Palestra: “Construindo o projeto de vida e planejando a família na adolescência”4ª feira, dia 11, das 14 às 16hs6.
Atendimentos para mães e pais: Como responder tranqüilamente as perguntas das crianças sobre sexualidade? Diversos horários. Entre em contato e agende o seu.
7. Atendimentos individuais, para casais e grupos: Qual sua dúvida sobre sexualidade?
Diversos horários. Entre em contato e agende o seu.
8. Assessoria para realização de projetos sobre sexualidade: O que é necessário para iniciar um trabalho sobre sexualidade?
Diversos horários. Entre em contato e agende o seu.
Todas as atividades dependem de inscrição prévia.
Informe seus dados: Nome, telefones, e-mail e quais atividades deseja participar.
Cristianne Magalhães
Instituto Presente2556-3669 e 9143-1842 institutopresente@gmail.com
O Instituto Presente fica na Avenida Presidente Vargas, 962 – sala 913, no Centro do Rio
Marcadores:
adolescência,
educação,
sexualidade
DEBATE: A NOVA PEDAGOGIA DA HEGEMONIA
Divulgando
Ciclo de Seminários de Pesquisa Economia, política e ideologia: as atuais configurações do neoliberalismo. A nova pedagogia da hegemonia: estratégias do capital para obtenção do consenso na era neoliberal.
Palestrantes: André Martins e Ialê Faleiros (pesquisadores do Coletivo de Estudos de Política Educacional da Fiocruz)
Data: 20 de maio (terça-feira), às 11h
Local: Sala 102 do Instituto de Economia da UFRJ (Av. Pasteur, 250, Urca,Campus Praia Vermelha/UFRJ)
Organização: Laboratório de Estudos Marxistas José Ricardo Tauile (LEMA)
Apoio: Instituto de Economia da UFRJEntrada livre e gratuita (não é necessário fazer inscrição)
Ciclo de Seminários de Pesquisa Economia, política e ideologia: as atuais configurações do neoliberalismo. A nova pedagogia da hegemonia: estratégias do capital para obtenção do consenso na era neoliberal.
Palestrantes: André Martins e Ialê Faleiros (pesquisadores do Coletivo de Estudos de Política Educacional da Fiocruz)
Data: 20 de maio (terça-feira), às 11h
Local: Sala 102 do Instituto de Economia da UFRJ (Av. Pasteur, 250, Urca,Campus Praia Vermelha/UFRJ)
Organização: Laboratório de Estudos Marxistas José Ricardo Tauile (LEMA)
Apoio: Instituto de Economia da UFRJEntrada livre e gratuita (não é necessário fazer inscrição)
Cine Debate Educação
A Ação da Cidadania convida educadores e educandos de escolas, entidades e universidades para a 2ª edição do Cine Debate EducAção, com o tema: CUIDADO COM AS CRIANÇAS: Educar a família é possível?
- Quando: 02/06/08 (segunda), 14h
- Cine: "Juízo - O Maior exige do Menor" (Brasil, 2008), de Maria Augusta Ramos
- Debate: Siro Darlan (Desembargador TJRJ) e Jacques Schwarzstein (Gestor UNICEF Rio)
- Onde: Av. Barão de Tefé, 75, Saúde, Rio/ RJ (próx. Praça Mauá, ao lado da Pró-Matre)
Evento gratuito.
Inscrições:Tel./ Fax: (21) 2233-7460 2253-8177Correio-e: acao@acaodacidadania.com.br
Página-e: www.acaodacidadania.com.br
- Quando: 02/06/08 (segunda), 14h
- Cine: "Juízo - O Maior exige do Menor" (Brasil, 2008), de Maria Augusta Ramos
- Debate: Siro Darlan (Desembargador TJRJ) e Jacques Schwarzstein (Gestor UNICEF Rio)
- Onde: Av. Barão de Tefé, 75, Saúde, Rio/ RJ (próx. Praça Mauá, ao lado da Pró-Matre)
Evento gratuito.
Inscrições:Tel./ Fax: (21) 2233-7460 2253-8177Correio-e: acao@acaodacidadania.com.br
Página-e: www.acaodacidadania.com.br
segunda-feira, 19 de maio de 2008
Cuide de si mesmo Por Raúl Candeloro
Texto retirado da revista Gestão Educacional de maio
Quantos anos você acha que vai viver? Quando faço essa pergunta nas palestras, a maioria das pessoas responde que vai morrer com uns 60 ou 70 anos de idade. Alguns nem isso - acham que não agüentam nem mais 10 anos. Mas a verdade é que todos os estudos indicam que vamos viver bem mais do que isso, chegando facilmente aos 80, talvez até 90 ou 100 com sorte. Mas quem se cuida para viver até lá? Felizmente a maioria dos professores que conheço eliminou o cigarro do seu dia-a-dia, e cada vez menos mãos se levantam na platéia quando pergunto quem fuma. Entretanto, se perguntarmos quantas pessoas têm gastrite, ou insônia, ou falta de energia, veremos que muitas mãos se levantam. Isso porque não podemos falar publicamente de outros males, como depressão, problemas conjugais, alcoolismo, etc.
Somos um grupo de profissionais que vive estressado. É o mal do século, como a tuberculose foi para os escritores do século 18. Pressionados por resultados, maltratamos nosso bem mais valioso, que é o nosso corpo. Algumas pessoas até dizem que o bem mais precioso é o tempo, mas de que adianta termos todo o tempo do mundo se não temos saúde? Revisões periódicas Você se lembra de uma propaganda de bebida que dizia ‘Eu sou você amanhã’? Será que você está sendo justo com seu próprio futuro? Será que você não está preparando o caminho para seu próprio enfarte, ou depressão, ou úlcera? Alimentação inadequada, falta de exercícios regulares, não saber relaxar, falta de um sistema de higienização mental (como a meditação ou a oração) são casos típicos entre profissionais da educação.
Por isso temos um desgaste tremendo na equipe, e isso acaba sempre influenciando negativamente os resultados. Tem gente que cuida do carro melhor do que cuida do corpo ou da mente. Fazem revisões regulares, só colocam gasolina de primeira, cuidam sempre do óleo, calibram pneus, etc., porque sabem que não podem ficar sem carro. Porém, se ficar sem carro é um problemão, imagine ficar sem corpo! São coisas desagradáveis, mas reais. Acontecem o tempo inteiro, fazem parte do nosso cotidiano, com certeza conhecemos alguém que está passando por isso, mas fazemos de conta que não é com a gente. Quando chegar a nossa vez, tiraremos um coelho da cartola, ou um raio de luz mágico vai nos salvar. Será? Bobagens urgentes. Aliás, esse é justamente o tema deste artigo: o imediatismo. É o que chamo da tirania do curto prazo. Por causa de bobagens urgentes, não temos tempo de cuidar do que importa realmente. E acabamos sempre pagando o preço por causa disso. Perdemos clientes, perdemos amigos, perdemos casamentos, perdemos dinheiro, perdemos saúde... tudo porque não deu tempo.
Sempre que um problema aparecer na sua frente, pense o seguinte: vou me lembrar disto daqui a 10 anos? Se a resposta for positiva, preste muita atenção, porque é importante. Se for ‘não’, e pode ter certeza que será, na imensa maioria das vezes, então relaxe. A melhor forma de atingir seus objetivos na vida é saber quais são esses objetivos. Depois, fazer planos para alcançá-los, e por terceiro, dedicar-se com persistência a esses planos.Ideal de vida. Coloque no papel o que é realmente importante para você, e veja se tudo o que você tem feito hoje em dia está de acordo com esse ideal de vida. Se não estiver, sua vida estará em desequilíbrio e com certeza em algum momento você vai pagar um preço caro. Se estiver, maravilha – aproveite para se preparar para o futuro.E, independentemente do que quiser da vida, cuide bem de si mesmo, e nunca esqueça que você é seu bem mais valioso.
Enviado por Ênio Cardoso, professor de História da rede Municipal de Nilópolis.
Quantos anos você acha que vai viver? Quando faço essa pergunta nas palestras, a maioria das pessoas responde que vai morrer com uns 60 ou 70 anos de idade. Alguns nem isso - acham que não agüentam nem mais 10 anos. Mas a verdade é que todos os estudos indicam que vamos viver bem mais do que isso, chegando facilmente aos 80, talvez até 90 ou 100 com sorte. Mas quem se cuida para viver até lá? Felizmente a maioria dos professores que conheço eliminou o cigarro do seu dia-a-dia, e cada vez menos mãos se levantam na platéia quando pergunto quem fuma. Entretanto, se perguntarmos quantas pessoas têm gastrite, ou insônia, ou falta de energia, veremos que muitas mãos se levantam. Isso porque não podemos falar publicamente de outros males, como depressão, problemas conjugais, alcoolismo, etc.
Somos um grupo de profissionais que vive estressado. É o mal do século, como a tuberculose foi para os escritores do século 18. Pressionados por resultados, maltratamos nosso bem mais valioso, que é o nosso corpo. Algumas pessoas até dizem que o bem mais precioso é o tempo, mas de que adianta termos todo o tempo do mundo se não temos saúde? Revisões periódicas Você se lembra de uma propaganda de bebida que dizia ‘Eu sou você amanhã’? Será que você está sendo justo com seu próprio futuro? Será que você não está preparando o caminho para seu próprio enfarte, ou depressão, ou úlcera? Alimentação inadequada, falta de exercícios regulares, não saber relaxar, falta de um sistema de higienização mental (como a meditação ou a oração) são casos típicos entre profissionais da educação.
Por isso temos um desgaste tremendo na equipe, e isso acaba sempre influenciando negativamente os resultados. Tem gente que cuida do carro melhor do que cuida do corpo ou da mente. Fazem revisões regulares, só colocam gasolina de primeira, cuidam sempre do óleo, calibram pneus, etc., porque sabem que não podem ficar sem carro. Porém, se ficar sem carro é um problemão, imagine ficar sem corpo! São coisas desagradáveis, mas reais. Acontecem o tempo inteiro, fazem parte do nosso cotidiano, com certeza conhecemos alguém que está passando por isso, mas fazemos de conta que não é com a gente. Quando chegar a nossa vez, tiraremos um coelho da cartola, ou um raio de luz mágico vai nos salvar. Será? Bobagens urgentes. Aliás, esse é justamente o tema deste artigo: o imediatismo. É o que chamo da tirania do curto prazo. Por causa de bobagens urgentes, não temos tempo de cuidar do que importa realmente. E acabamos sempre pagando o preço por causa disso. Perdemos clientes, perdemos amigos, perdemos casamentos, perdemos dinheiro, perdemos saúde... tudo porque não deu tempo.
Sempre que um problema aparecer na sua frente, pense o seguinte: vou me lembrar disto daqui a 10 anos? Se a resposta for positiva, preste muita atenção, porque é importante. Se for ‘não’, e pode ter certeza que será, na imensa maioria das vezes, então relaxe. A melhor forma de atingir seus objetivos na vida é saber quais são esses objetivos. Depois, fazer planos para alcançá-los, e por terceiro, dedicar-se com persistência a esses planos.Ideal de vida. Coloque no papel o que é realmente importante para você, e veja se tudo o que você tem feito hoje em dia está de acordo com esse ideal de vida. Se não estiver, sua vida estará em desequilíbrio e com certeza em algum momento você vai pagar um preço caro. Se estiver, maravilha – aproveite para se preparar para o futuro.E, independentemente do que quiser da vida, cuide bem de si mesmo, e nunca esqueça que você é seu bem mais valioso.
Enviado por Ênio Cardoso, professor de História da rede Municipal de Nilópolis.
Assinar:
Comentários (Atom)